Foram
abertas as ações municipais dos 16 dias de ativismo contra a violência
doméstica, na manhã desta terça-feira (25), na Praça Brasil. O evento,
idealizado pela Prefeitura de Rondonópolis, por meio das Secretarias de Saúde e
da Promoção e Assistência Social, junto com o Conselho Municipal de Defesa dos
Direitos da Mulher, iniciou a discussão e o chamamento da sociedade com um dos
temas principais a serem abordados nas próximas duas semanas: a defesa da
integridade das mulheres na data em que o mundo debate o assunto.
A gerente do Departamento de Ações
Programáticas, Eliane Ormond, conta que a hora é de mostrar à população que
existe um trabalho especial com mulheres vítimas de agressões domésticas. Nós
temos nas ACS (Agentes Comunitárias de Saúde) a porta de entrada para a
notificação destes casos. A partir disso, estas mulheres são encaminhadas aos
cuidados do Caism (Clínica da Mulher), que hoje funcionada no Ceadas, onde são
amparadas por uma equipe multiprofissional composta por ginecologista,
psicólogo, psiquiatra, assistentes sociais, enfermeiros e outros
especialistas, informou.
O
programa que mantém esta equipe no atendimento da população e desenvolve o
resgate das mulheres agredidas física e psicologicamente é o Viva (Vigilância e Prevenção de
Violências e Agravos). Apesar do crescimento da rede de apoio, Eliane reconhece
a necessidade de um outro momento de relacionamento com o público alvo. Temos
notado um aumento nos atendimentos, mas muito em virtude da nossa busca ativa.
Precisamos contar com a procura espontânea das mulheres agredidas. Nós temos
que chegar até elas, comenta a gerente.
O
secretário da pasta de Promoção Social, Mohamed Zaher, acredita que a mulher
vítima das ações covardes de homens, precisam enxergar no poder público um
aliado. É muito fácil dizermos que estas mulheres têm de ter coragem para
denunciar quando elas não têm uma assistência correta. Mas hoje existe um
trabalho focado neste assunto feito por vários órgãos, como nós da Promoção
Social, a Saúde, o próprio Conselho, as pastorais e outras entidades. Ao passo
que vamos nos aproximando delas, estas vítimas se sentem mais seguras e temos
força contra a covardia de alguns homens.
Ao lado
de representantes das mulheres evangélicas de Rondonópolis, da pastoral das
mulheres marginalizadas, da Igreja Católica, de vários mototaxistas, de alunos
da Unic e de membros da iniciativa privada, a presidente do Conselho da Mulher,
Mara de Oliveira, disse que os 16 dias de ativismo tem um objetivo definido.
Queremos ouvir os homens levantarem esta bandeira e se unir a nós mulheres
neste basta. Muitos deles, inclusive, já se manifestaram. Esta luta é de toda
sociedade, finalizou.
A
programação completa dos 16 dias de ativismo engloba palestras sobre DST/Aids,
violência doméstica, sexualidade, saúde mental e outros assuntos em empresas e
órgãos públicos até o dia 8 de dezembro. Jovens infratores do socioeducativo,
por exemplo, receberão a visita de profissionais nesta quinta-feira (26), a
partir das 8 da manhã.