Numa palestra dirigida aos profissionais das unidades de saúde
de Rondonópolis, o médico endocrinologista Arthur Emílio alerta que a melhor
solução para a prevenção e o controle da diabetes é a orientação sobre a doença
que pode comprometer diversos órgãos e levar à morte. O bate-papo com
enfermeiros, Agentes Comunitários de Saúde ACS e técnicos administrativos
aconteceu na tarde desta terça-feira (11), no auditório da sede da Pasta.
Arthur Emílio iniciou a palestra com esclarecimentos sobre os
princípios básicos em diabetes. Ele repassou informações aos profissionais
sobre a função da glicose que atua como combustível no organismo e gera a
energia necessária, além da insulina que tem a missão de transportar a glicose
para as células. O médico mostrou também que no caso de diabetes tipo um o
paciente não tem insulina e os do tipo dois são em pessoas onde a insulina
não funciona direito.
Outro alerta feito pelo médico é o de que a glicose está
presente em diversos alimentos, inclusive os carboidratos, como arroz, pão,
macarrão e batata que se transformam em açúcar logo depois de serem ingeridos.
A partir desses esclarecimentos, os participantes receberam orientações sobre
como fazer o acompanhamento e oferecer cuidados aos pacientes com diabetes.
Internações e mortes
Os casos de mortes por diabetes entre os pacientes do Sistema
Único de Saúde SUS em Rondonópolis começaram a diminuir, a partir da
contratação do médico Arthur Emílio em 2013, para atuar na referência da doença
junto ao Centro de Especialidades e Apoio ao Diagnóstico Albert Sabin Ceadas.
Os levantamentos do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria de Saúde
mostram que em 2012 foram registradas 78 mortes e no ano passado o número
baixou para 76. Até o dia 30 de setembro deste ano foram 55 mortes pela doença.
As internações resultantes de complicações com diabetes somaram
220 em 2012 e 221 no ano seguinte. Os cadastros das unidades de saúde
apresentam 1.120 homens e 2.194 mulheres com diabetes. Pacientes com diabetes
associada à hipertensão são 820 homens e 1.799 mulheres. A maioria dos
pacientes está na faixa etária acima de 45 anos. A gerente Eliane Ormund
explica que o índice feminino maior é resultado da atitude da mulher que cuida
mais da saúde que o homem.