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REFORÇO NA SAÚDE

Marildes confirma vinda de três médicos cubanos e dois cariocas para Rondonópolis

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

04/04/14 às 18:26

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Secretária de Saúde anuncia novos médicos para a Rede, com a inclusão de Rondonópolis no Programa "Mais Médicos" | Matusalem Teixeira

A Força Nacional chega a Rondonópolis no próximo dia 12 de abril trazendo três médicos cubanos para atuar no município. A informação foi confirmada pela secretária de Saúde Municipal Marildes Ferreira, em coletiva à imprensa, na manhã desta sexta-feira (4). A inclusão da cidade no programa federal Mais Médicos, que já trouxe centenas de profissionais estrangeiros para atuar na saúde pública brasileira, foi fechada em visita recente de Marildes em Brasília, onde se reuniu com o ministro Arthur Chioro, responsável por conduzir o programa. O quadro clínico ainda será reforçado com mais dois médicos cariocas, que devem chegar na cidade simultaneamente.

Inicialmente os cinco devem chegar para ocupar vagas na Atenção Básica, preenchendo exatamente o déficit atualmente existente nas unidades de Estratégia de Saúde da Família ESF. Marildes comentou que vai esperar um contato pessoal com os profissionais que vêm de fora do Brasil para uma definição final. Quero me reunir com eles. Vou esperar que cheguem para traçar um perfil de cada um. Não haverá problemas se tivermos de fazer algumas trocas e passar para atuar nos bairros médicos mais habituados com nossa cidade, enquanto os cubanos se adaptam, explicou a secretária, que se colocou como tutora dos estrangeiros.

A secretária explicou que a urgência em deixar a rede de atenção básica totalmente equipada em profissionais e estrutura se deve a uma nova realidade que está em via de ser implantada no Pronto Atendimento P.A. Atendemos por dia média de 620 pessoas no P.A., isto é muita coisa. Fizemos um estudo e observamos que quase 80% da procura na unidade não é de casos de urgência e emergência, a maioria é, inclusive, ambulatorial. Troca de receita, febre de 37 graus não tem que ir parar no P.A., mas o povo vai pela cultura de achar: lá é mais rápido e não vão me negar. No entanto, a partir dos próximos meses faremos uma triagem mais aprofundada e o paciente que puder ser atendido no ESF vai ser encaminhado para o seu bairro, em sua unidade referência, disse.

O novo modelo citado pela secretária não se baseia apenas em uma decisão de gestão, mas trata-se de uma conduta padrão usada na rotina dos grandes hospitais conhecida por Protocolo de Manchester. Conforme contou a diretora do P.A., Vânia Scapini, a intenção de dar autonomia aos médicos baseia-se na necessidade de priorização aos casos de real risco de vida em unidades que atendem urgência e emergência. É uma classificação de risco que será feita assim que a pessoa entrar no Pronto Atendimento. Existirão as cores: vermelha e amarelo que marcarão os casos mais graves. Já quando o médico definir o caso como verde ou azul, a pessoa terá de voltar ao ESF. Obviamente que estas unidades de referência nos bairros têm de estar funcionando muito bem e em rede para que seja possível implantar o protocolo, por isso a importância da chegada destes médicos, avaliou.

Para a implantação do protocolo, o P.A. está recebendo a instalação de um software que atuará como uma central registrando caso a caso durante os plantões de cada médico. Esta parte técnica deve ser totalmente finalizada em 60 dias, segundo Vânia. Finalizaremos isto e posteriormente entra em execução o projeto piloto. Até por uma questão de espaço físico, penso que o protocolo estará plenamente dentro de nossa rotina já quando estivermos na UPA, projetou.

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