A caminhada contra o
tabaco e as drogas realizada por alunos da Escola Adventista de Rondonópolis,
na manhã desta sexta-feira (29), movimentou o centro da cidade. A novidade este
ano foi a ação dos participantes do Programa
Educacional de Resistência às Drogas e à Violência Proerd, que além de aderir
a caminhada, trocaram cigarro por uma fruta na Praça Brasil.
De acordo com a
gerente do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de
Saúde, Eliane Ormund, a programação faz parte do calendário nacional de saúde.
Estamos desde o início da semana realizando e apoiando vários eventos alusivos
a Semana Nacional Antidrogas e especialmente nesta sexta-feira focamos nossa
atenção contra o cigarro por ser o Dia Nacional Contra o Fumo, disse.
Eliane considera
fundamental o debate sobre o cigarro por se tratar de uma porta de entrada para
outros vícios. É um caminho para o uso de outras drogas que afetam nossa
sociedade, sem contar os vários males à saúde, desencadeando doenças cardíacas
e levando milhares à morte no país e no mundo. Hoje já existem estudos
inclusive dos prejuízos que a fumaça traz aos fumantes passivos, que pode,
inclusive provocar doenças graves. A mãe que fuma grávida, por exemplo, pode gerar
um bebê com problemas respiratórios. É a nossa droga legalizada, sem dúvida,
disse Eliane Ormund.
Os alunos da
Adventista ilustraram a preocupação da gerente municipal de saúde com um
caixão, que abriu a caminhada para chamar a atenção de pessoas que transitavam
pelo centro.
Proerd
Já os alunos do
Proerd partiram para a prática e não somente a conscientização na Praça Brasil.
Com o projeto Troque a nicotina por uma vitamina as crianças recolheram os
maços de cigarro dos fumantes que se dispuseram a participar da ação e trocaram
por uma fruta. Todos os cigarros recolhidos pelos estudantes, foram jogados no
lixo. A intenção foi realmente sensibilizar aos fumantes para deixarem de fumar.
Membros do
Departamento de Ações Programáticas da Secretaria de Saúde do Município,
profissionais dos Centros de Apoio Psicossocial CAPS, da Pastoral da
Sobriedade, do Gabinete de Apoio a Segurança Pública Gasp e do Ministério
Público, reforçaram a caminhada.