Os
integrantes dos grupos de convivência de idosos existentes nos Centros de
Referência a Assistência Social Cras - de Rondonópolis e nas unidades de Estratégia
de Saúde da Família ESF - comparecerem em peso e se juntaram a crianças na
Praça Bom Jesus, na Vila Operária, para participar das atividades locais do Dia
Mundial de Combate a Diabetes, nesta sexta-feira (14).
Uma tenda
montada e com a presença de enfermeiros e técnicos da Secretaria de Saúde do
Município oferecia o teste de glicemia - responsável por identificar o nível de
açúcar no sangue -, aferição de pressão e Índice de Massa Corporal IMC -
durante toda a manhã. Educadores físicos voluntários montaram uma oficina de
ginástica e uma mesa composta por alimentos saudáveis era o café da manhã de
quem passasse pelo local.
O evento,
realizado pelo Lions Clube, teve a prefeitura como parceiro, juntamente com a
Unic, Associação Rondonopolitana de Assistência aos Diabéticos e empresas da
cidade. A gerente municipal do programa de alimentação saudável, Sandra Regina
Martins, que atuou no evento monitorando o IMC, reforçou a importância não só
dos diabéticos, mas da população em geral, entenderem a importância de uma vida
regrada.
Infelizmente
nós temos uma cultura distorcida de só fazer exames quando algo dói e cuidar da
nossa saúde quando descobrimos uma doença crônica como o diabetes e a
hipertensão, sendo que o melhor remédio é a prevenção. Para quem já é portador
destes quadros, o exercício físico e a alimentação são condições primordiais
para o sucesso do tratamento. Temos que fazer a escolha de optar pelo nosso
próprio bem, disse a gerente.
A idosa
Almerinda da Silva Lopes, de 64 anos e diabética, participante do grupo de
idosos do ESF Luz DYara, foi até a Praça Bom Jesus e conferiu seu IMC, que é o
peso dividido pela altura ao quadrado. Ela obteve um resultado satisfatório. Já
no teste de glicemia, o sinal de alerta apareceu. Deu 330, o que é muito alto.
Já faz mais de 20 anos que tenho a doença, a gente faz a dieta bem certinha,
aplico insulina duas vezes ao dia, mas a diabetes é traiçoeira. Tem de ter um
acompanhamento contínuo, testemunhou.
A
coordenadora da comissão da saúde do Lions Clube da Vila Operária, Izabel
Cristina Souza, disse que o clube de serviço tem uma preocupação de acompanhar
os casos de diabetes, sobretudo porque ele é um quadro de risco que interfere
uma das bandeiras da agremiação, que á a proteção à visão. Temos na capital o
instituto Lions da visão, onde oferecemos cirurgia e outras intervenções ao
público de baixa renda e lutamos muito pelo controle da diabetes, porque ela é
uma das principais causadoras da cegueira, lembrou Izabel.
Realidade
local
Rondonópolis
têm atualmente 1.120 homens e 2.194 mulheres com diabetes, sendo acompanhados
pela Secretaria de Saúde e outros 820 do sexo masculino e mais 1.799 do
feminino com diabetes e hipertensão, que são classificados diferenciadamente. A
doença é classificada em dois quadros: Tipo I hereditária e já manifestada na
infância; e Tipo II Normalmente diagnosticada após os 30 anos, devido a maus
hábitos de vida.