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DISTRITO VETORASSO

Força-tarefa contra água servida leva prisão de dono e gerente de lava-jato

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

26/03/14 às 16:33

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lava jato só poderá voltar a funcionar após a Semma ser procurada e todos os requisitos ambientais serem adequados | Roger Andrade

O discurso de tolerância zero contra estabelecimentos comerciais que não estejam dando destino correto à sua água servida foi confirmado na prática na manhã desta quarta-feira (26). O dono e o gerente de um lava-jato especializado em caminhões, localizado no Distrito Industrial Maria Vetorasso, foram detidos pela Polícia Militar Ambiental e levados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania Cisc. Contra eles consta um flagrante lavrado pela equipe de fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente Semma e da Vigilância Sanitária de agressão ao meio ambiente, além da inexistência de alvará de funcionamento e licença ambiental.

De acordo com informações repassadas pelo secretário de Meio Ambiente Lindomar Alves, que liderou o planejamento da ação, a prática irregular de lavagem de caminhões no local não é nova. Desde o ano passado acompanhamos bem de perto esta situação. Em 2013 notificamos a então proprietária, que em vez de solucionar, repassou a um novo dono. Visitamos o estabelecimento na última segunda (24) e ficamos estarrecidos com lagoas que estavam sendo formadas na via pública que passa em frente ao lava-jato, por uma água fétida, contendo inclusive óleo e soja podre, que eram acumuladas da lavagem dos caminhões e obviamente contribuem para o aparecimento de grandes buracos. A partir de agora, o estabelecimento fica interditado até que haja adequação, informou.

Na visita técnica desta quarta, foi verificada a existência de um sistema de bombeamento dos efluentes que vinham do pátio de lavagem. Porém, a estrutura é muito pequena, segundo Lindomar, e não compatível com a movimentação existente no local. O licenciamento não é um mero papel. É por meio deste laudo que fazemos que se delimite até mesmo a quantidade de veículos que poderão ser lavados por dia, bem como o sistema de tratamento que terá de existir para atender a demanda. Aqui está mal dimensionado, não está resolvendo e o meio ambiente está sendo severamente agredido, explicou.

Em meio a vistoria, pelo fator reincidência o lava-jato iria ser interditado e o gerente levado a prestar esclarecimentos. Mas a chegada do proprietário do local, com um tratamento ríspido e inadequado para as autoridades ambientais, conforme relatado pela equipe fiscalizadora, tanto o dono como o trabalhador foram detidos e encaminhados à unidade da Polícia Civil. Junto com eles, também foi apreendido um motor bomba e aplicada uma multa. A infração custará R$ 10 mil aos envolvidos e o lava-jato só poderá voltar a funcionar após a Semma ser procurada e todos os requisitos ambientais serem adequados, até porque só assim terão a sua licença emitida, reforçou Marco Antônio Matos, gerente de fiscalização ambiental do Município.

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