O
discurso de tolerância zero contra estabelecimentos comerciais que não estejam
dando destino correto à sua água servida foi confirmado na prática na manhã
desta quarta-feira (26). O dono e o gerente de um lava-jato especializado em
caminhões, localizado no Distrito Industrial Maria Vetorasso, foram detidos
pela Polícia Militar Ambiental e levados ao Centro Integrado de Segurança e
Cidadania Cisc. Contra eles consta um flagrante lavrado pela equipe de
fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente Semma e da Vigilância
Sanitária de agressão ao meio ambiente, além da inexistência de alvará de
funcionamento e licença ambiental.
De
acordo com informações repassadas pelo secretário de Meio Ambiente Lindomar
Alves, que liderou o planejamento da ação, a prática irregular de lavagem de
caminhões no local não é nova. Desde o ano passado acompanhamos bem de perto
esta situação. Em 2013 notificamos a então proprietária, que em vez de
solucionar, repassou a um novo dono. Visitamos o estabelecimento na última
segunda (24) e ficamos estarrecidos com lagoas que estavam sendo formadas na
via pública que passa em frente ao lava-jato, por uma água fétida, contendo
inclusive óleo e soja podre, que eram acumuladas da lavagem dos caminhões e
obviamente contribuem para o aparecimento de grandes buracos. A partir de
agora, o estabelecimento fica interditado até que haja adequação, informou.
Na
visita técnica desta quarta, foi verificada a existência de um sistema de
bombeamento dos efluentes que vinham do pátio de lavagem. Porém, a estrutura é
muito pequena, segundo Lindomar, e não compatível com a movimentação existente
no local. O licenciamento não é um mero papel. É por meio deste laudo que
fazemos que se delimite até mesmo a quantidade de veículos que poderão ser
lavados por dia, bem como o sistema de tratamento que terá de existir para
atender a demanda. Aqui está mal dimensionado, não está resolvendo e o meio
ambiente está sendo severamente agredido, explicou.
Em
meio a vistoria, pelo fator reincidência o lava-jato iria ser interditado e o
gerente levado a prestar esclarecimentos. Mas a chegada do proprietário do
local, com um tratamento ríspido e inadequado para as autoridades ambientais,
conforme relatado pela equipe fiscalizadora, tanto o dono como o trabalhador
foram detidos e encaminhados à unidade da Polícia Civil. Junto com eles, também
foi apreendido um motor bomba e aplicada uma multa. A infração custará R$ 10
mil aos envolvidos e o lava-jato só poderá voltar a funcionar após a Semma ser
procurada e todos os requisitos ambientais serem adequados, até porque só assim
terão a sua licença emitida, reforçou Marco Antônio Matos, gerente de
fiscalização ambiental do Município.