A
Justiça determinou a saída de 10 famílias que construíram suas casas
irregularmente em área verde no Loteamento Ananias Martins. A Secretaria
Municipal de Habitação e Urbanismo já havia feito um levantamento na região,
identificado as famílias em área verde e alertado que não podiam permanecer no
local. Tanto que outras 16 famílias que estavam em área verde aceitaram deixar
o local e foram transferidas para outros lotes dentro do próprio loteamento.
De
acordo com o gerente do Departamento de Vistoria da Secretaria Municipal de
Habitação e Urbanismo, Alcimar Borges, a Justiça já oficializou para que as 10
famílias deixem o local e se caso elas não saiam pode haver a decisão judicial
para a reintegração de posse com a ação da polícia.
Solicitamos
para que essas 10 famílias saiam do local pacificamente, pois a Habitação fará
o que está dentro da lei para não deixá-las desamparadas, como a realização do
cadastramento para receber casas de interesse social, aponta Borges.
O
gerente ressalta que ainda existem outras áreas verdes ocupadas no Loteamento
Alfredo de Castro e que também devem ser desocupadas conforme ações movidas
pelo Ministério Público do Estado MPE, que cumpre a legislação ambiental, que
proíbe a ocupação de áreas verdes e Áreas de Proteção Permanentes APPs.
O
problema da não saída dessas famílias das áreas verdes desses loteamentos é que
não se consegue obter o licenciamento ambiental e sem ele não se pode
regularizar o bairro, e, sem regularização não se pode pleitear infraestrutura
para o local, como asfalto, escolas, creches, PSFs [Postos de Saúde da
Família], o que prejudica toda a demais população que vive nos loteamentos,
destaca Borges.