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RONDONÓPOLIS

Falta de repasses leva à suspensão de atendimento do Samu a cidades vizinhas

CORACY LIMA/ Gabinete de Comunicação Social

06/03/14 às 18:58

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A gestora conta que a dívida do Estado já soma cerca de R$ 800 mil | Roger Andrade

Depois de 15 meses sem receber os repasses do Governo do Estado e ter o acordo firmado na semana passada descumprido, a secretária de Saúde de Rondonópolis, Marildes Ferreira, suspendeu o atendimento da Central de Regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU 192, a outras cinco cidades da região sul do Estado.

A gestora conta que a dívida do Estado já soma cerca de R$ 800 mil e os recursos dos repasses que deixaram de ser feitos são disponibilizados pela União para o Estado distribuir entre os municípios que possuem centrais de regulação. Com a medida, os gestores vizinhos passam a depender da capital para socorrer vítimas de acidentes.

Marildes Ferreira conta que no dia 5 de fevereiro se reuniu com os coordenadores do Samu das cidades de Paranatinga, Itiquira, Campo Verde, Primavera do Leste e Jaciara que dependem da assistência da central de regulação local. No encontro ela anunciou que suspenderia o atendimento a esses municípios, caso o Governo do Estado deixasse de cumprir com o compromisso de fazer os repasses devidos de 2014.

Ela explicou também que foi a Cuiabá na semana passada e manteve audiência com a secretária-adjunta de Gestão Estratégica do Estado, Marlene Anchieta Vieira.

Neste encontro, conta Marildes, a gestora estadual propôs o acordo de fazer o repasse da parcela de janeiro no dia 22 de fevereiro. O pagamento referente à parcela do mês de fevereiro ficou agendado para o dia 12 de março. A proposta atendia a exigência da secretária de só negociar o parcelamento da dívida acumulada em 2013 mediante os repasses dos primeiros meses deste ano. Mas, o acordo deixou de ser cumprido. O que forçou a secretária a suspender o atendimento às cidades vizinhas. Rondonópolis deixou de receber parcelas de R$ 59.600,00 em janeiro e fevereiro.

Antes de adotar esta medida, na manhã desta quinta (6), Marildes Ferreira explica que comunicou a situação de atraso de repasses e anunciou a decisão a entidades e autoridades competentes, como o próprio Governo de Mato Grosso; a promotora de Cidadania do Município, Joana Ninis; o procurador da República, Lúcio Mauro Carloni Fleury Curado; e o Conselho Regional de Medicina CRM. A preocupação da secretária em informar ao CRM é devido a possibilidade dos profissionais serem responsabilizados, junto com ela, por omissão de socorro.

Com a suspensão do atendimento, os municípios relacionados perdem a comunicação com o telefone 192. Marildes esclarece que essas cidades possuem serviço de Samu. Mas, não contam com centrais de regulação. Portanto, a cada situação de acidente, vão até o local e, em seguida, acionam o telefone 192 para receber orientações e encaminhamento dos pacientes aos hospitais do município. A cobertura do Samu local abrange um raio de 70 quilômetros. A partir desta manhã, as chamadas estão bloqueadas.

Marildes Ferreira esclarece que os recursos para custeio da Central de Regulação do Samu 192 somam 50% repassados diretamente pelo Governo Federal, 25% de verbas também da União que devem vir do Governo do Estado e outros 25% do Município. A parte do pagamento a ser efetuado pelo Estado é para garantir, principalmente, o atendimento desses municípios vizinhos
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