Um
telejornal feito por alunos da Escola do Campo 14 de Agosto sobre o funcionamento
da mesma, a contribuição para a comunidade e para a vida de quem frequentou as
aulas na escola do assentamento e hoje tem uma cadeira numa faculdade marcou a
abertura do 8° Seminário Municipal da Educação do Campo, na manhã desta
quinta-feira (14) no barracão da Associação do Assentamento Chico Mendes. No
decorrer do dia, seis palestras foram ouvidas por profissionais que trabalham
na educação do campo do município para propiciar reflexões sobre currículo e
rotinas das unidades.
Participaram do evento a
Secretária de Educação do Município Ana Carla Muniz, a doutora em Educação da
Universidade Federal de Mato Grosso, Lindalva Garske, a diretora da Escola 14
de Agosto, Maria Aparecida de Oliveira, a agrônoma da Empaer (Empresa Mato-Grossense
de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) Maria Elienai Correia, a
representante do Cefapro (Centro de Formação de Professores) Maria Ferreira
Bezerra, vereador Reginaldo Souza Santos e representantes da comunidade e
entidades ligadas aos servidores.
Para a secretária Ana
Carla Muniz o evento oportuniza a troca de experiências entre os profissionais
das escolas e também momentos de reflexão sobre as práticas das escolas, o
currículo e a qualidade de ensino. Temos que entender que a responsabilidade
dos profissionais do campo é grande porque precisam cumprir o currículo
nacional respeitando as diversidades do campo. Temos que saber que estamos
preparando os alunos para o mundo e temos que fazer isso bem feito. Na
oportunidade, destacou a necessidade da melhoria da qualidade de ensino. Sem
isso não vamos avançar nos passos que sonhamos. O apelo foi feito a plateia de
diretores e professores.
Assuntos como a
construção da política pública do campo, os desafios e as expectativas para a
educação do campo, a agroecologia e sua prática junto à educação e a
constituição do Comitê de Educação do Campo em Mato Grosso também foram
discutidos no evento que aconteceu durante todo o dia.
A apresentação dos
trabalhos dos alunos também teve espaço com a apresentação dos tipos de solos,
preservação do meio ambiente, reflorestamento, tipos de vegetação do cerrado
assim como as propriedades do limão enquanto substituto de pilhas na geração de
energia para uma calculadora. Maria Aparecida, diretora da escola, destacou que
a proposta em sediar o evento vai além da discussão técnica, mas de mostrar a
escola e a produção científica para que todos que participaram levem um
pouquinho da 14 de Agosto.
Quem compareceu pode
provar os sabores da terra, como uma boa rapadura, uma garapa, água de coco e
um almoço com uma saborosa comida caseira. O evento que é rotativo deverá ser
sediado em outra escola rural do município em 2015.