Enfermeiros dos 18 municípios do Sul de Mato Grosso participaram de um debate sobre os principais indicadores da real situação da população idosa da região. Os dados foram apresentados pelo Escritório Regional de Saúde em evento no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, durante a manhã desta terça-feira (29). Segundo as estatísticas, em Rondonópolis, que tem o maior número de habitantes entre todas as participantes, as maiores causadoras de mortes na faixa etária acima dos 60 anos são doenças do aparelho circulatório e respiratório. No entanto, o crescimento de casos fatais por envenenamento, suicídio e até por lesões resultantes de espancamento têm preocupado os especialistas.
De acordo com explicação da responsável pela Saúde do Idoso, no Departamento de Atenção Básica do Escritório Regional, Renata Cecília Franco da Silva, a intenção maior do encontro é informar e sensibilizar os profissionais quando a importância de focar nestes problemas. Em diversos estudos realizados no ano passado montamos um documento com os principais problemas que detectamos. Agora o que estamos executando é um monitoramento da situação. Estes enfermeiros e agentes sendo capacitados sobre a realidade que envolve os idosos desenvolverão um olhar mais cuidadoso e certamente vão ser capazes de diagnosticar precocemente os casos onde será possível a intervenção da rede de apoio, explicou.
A mesma ideia de Renata é compartilhada por Sandra Regina Martins, responsável pelo Programa Municipal da Saúde do Idoso. De acordo com Sandra, todas as equipes dos ESFs já estão capacitadas para realizar este trabalho em Rondonópolis. Ela, no entanto, afirma que a campo ainda há muito a ser feito. Vimos nesta reunião que nossa população idosa cresceu 2% do ano 2000 até 2010. A projeção é que estes números aumentem 15% até 2025. Ou seja, é muita gente que precisa estar sendo constantemente acompanhada para não aumentarmos também nossos grupos de risco como os diabéticos, hipertensos e de outros males., reforçou.
Para Sandra, os agentes comunitários de saúde, que fazem as visitas domiciliares são fundamentais no processo de resgate dos idosos mantidos em casos de vulnerabilidade social ou de saúde. O idoso dificilmente vai nos procurar na unidade. Nós temos de ir buscá-lo lá na sua casa e inseri-lo no grupo de convivência mais próximo de sua casa. Incentivá-lo a procurar os ESFs para um estudo mais preciso de qualquer problema e também ter a sensibilidade de detectar e tomar as devidas providências se está pessoa apresentar hematomas, que venham a ser provenientes de violência doméstica. Sabemos ainda que o isolamento hoje é um problema real e a depressão cada vez mais tem se tornado uma inimiga cruel deste público, disse.
Além dos profissionais, participaram da reunião desta terça membros do Conselho do Idoso e de entidades que realizam algum tipo de trabalho com os cidadãos que foram tema do encontro, como a UFMT, Secretaria de Promoção e Assistência Social, Lar dos Idosos e outras organizações.