A campanha de vacinação contra a H1N1 em Rondonópolis, que alcançou 41% do público alvo até esta terça-feira (6), a três dias de terminar, sofre um prejuízo considerável pelo mal planejamento do Governo do Estado, responsável pelo repasse das doses vindas do Ministério da Saúde. Segundo a enfermeira responsável pela imunização no Município mais populoso da região Sul, Noeni Pereira Souza, era aguardada para o início desta semana a última remessa contendo cerca 23 mil doses, mas até o momento o Escritório Regional local ainda não recebeu nada vindo de Cuiabá.
De acordo com previsão de Noeni é provável que a população que procure os ESFs se deparem com alguma unidade sem vacina em virtude da situação. Estamos fazendo um replanejamento dentro do que é possível, remanejamento doses de unidades que têm um pouco mais de estoque para aquelas que já estão em falta. No entanto, se não resolverem logo a situação é bem provável que falte vacinas para a população quando vivemos o auge da campanha que é sua fase final, lamentou.
Noeni afirma que tem mantido contato com o Governo do Estado e espera ainda para esta terça-feira (6) um posicionamento oficial sobre a situação. Quanto ao desenvolvimento da campanha, Noeni afirma que ainda há um déficit muito grande nos dois maiores grupos de prioritários, que são os idosos com cerca de 17 mil e crianças de 0 a 5 que somam quase 15 mil. Estes dois grupos precisam do apoio de pais e responsáveis para trazê-los até as unidades e isto ainda não está sendo feito como deveria. Tradicionalmente o que fazemos no Brasil é deixar para última hora, então esperamos o aumento da procura nas unidades nestes últimos dias. Por isto esperamos ter resolvido este impasse com Cuiabá, disse.
A enfermeira afirma que é possível que o Ministério da Saúde prorrogue o prazo, já que não é só Rondonópolis, mas várias das grandes cidades brasileiras que ainda não atingiram índices satisfatórios na campanha. Temos o mínimo de 80% de cada grupo para atingir. Depois disso podemos passar para a imunização de professores e depois para a população em geral. Nossos enfermeiros da Atenção Básica estão indo até os projetos de convivência de idosos e visitando residências que têm acamados para também fazermos esta busca ativa, informou.
Além de idosos e crianças, os grupos prioritários atingem gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), indígenas e pacientes crônicos, sendo que está dentro da última classificação o indivíduo portador de uma ou mais patologias que levam à necessidade de acompanhamento médico prolongado como diabetes, mal de Alzheimer; mal de Parkinson; Acidente Vascular Cerebral, doenças autoimunes como a Aids, entre outras.
A enfermeira que chefia o setor de vacinação garante que todos os ESFs e os Centros de Saúde do Município, que somam juntos cerca de 40 unidades, estão durante todo o dia à disposição para a realização de vacinas. Ela argumentou que é mito a obrigatoriedade da pessoa adquirir um quadro leve de gripe após ser imunizada. A vacina é fragmentada com um pedaço do vírus, mais um pedaço morto. Então não tem sentido esta afirmação, não tem lógica relacionar. A pessoa, ás vezes, já teria uma gripe de qualquer jeito e acaba colocando a culpa na vacina, esclareceu.
As unidades de atenção básica funcionam das 7 às 17 horas de segunda à sexta-feira.