Em
reunião realizada esta semana, no auditório da Secretaria de Saúde, entre o
Comitê de Imunização da Dengue, formado por entidades públicas e privadas, e o
departamento de Saúde Coletiva e Vigilância Epidemiológica, a dengue e a
evolução no combate e no tratamento foram o foco do debate. O assunto é que
orienta o Plano Municipal de Contingência da Dengue, em vigor no biênio
2015-2016, que propõe estratégias de combate à doença na cidade.
Para os
participantes, foi um balanço da situação epidemiológica de janeiro deste ano
até agora. Segundo dados da Secretaria de Saúde, em 2013 foram notificados
3.099 casos da doença e confirmados 1.748. Em 2014, foram feitas 554
notificações de casos suspeitos e apenas 136 confirmações. Até o momento, em 2015,
foram notificados 1823 casos e 395 confirmados.
Houve
uma epidemia em 2013, não só na cidade, mas em muitas localidades do Brasil. Em
2014, houve uma queda bem significativa, em parte como resultado do trabalho
realizado junto à população. Neste ano, estamos em alerta e intensificamos
algumas ações preventivas, mas não enfrentamos mais a situação crítica de
2013, esclarece Lizziane Campos e Silva, enfermeira técnica que trabalha com o
programa de controle da dengue em Rondonópolis.
Outro
tema que entrou em pauta foi o novo Levantamento Rápido do Índice de Infestação
por Aedes Aegypti - LIRAa, que deve acontecer em outubro. O procedimento,
realizado em cidades com mais de 100 mil habitantes e promovido pelo Governo
Federal, ajuda a identificar os criadouros predominantes e dá um diagnóstico da
situação de infestação do município, além de permitir o direcionamento das
ações de controle para as áreas mais críticas. Ele é feito três vezes ao ano
aqui na cidade: janeiro, março e outubro; e abrange a época das chuvas, pra
sabermos realmente onde o mosquito está se desenvolvendo diz Lizziane.
Após a
conversa, os presentes marcaram para o dia 29 de setembro uma nova reunião para
discutir o tema de maneira mais aprofundada, buscando uma forma de
conscientizar cada vez mais a população rondonopolitana sobre os riscos da
dengue.
Proteja-se
As
recomendações do Comitê e do departamento de Saúde Coletiva e Vigilância
Epidemiológica se resumem em: não deixar embalagens vazias acumularem
água parada, elas podem se transformar em foco do mosquito da dengue; em caso
de febre alta, náuseas, vômito, cansaço extremo e manchas vermelhas na pele,
procurar a Unidade de Saúde mais próxima; e quando suspeitar de foco da
dengue no bairro, ligar para o Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone
3411-5189.