Criadouros eliminados durante o mutirão de combate à dengue, em
Rondonópolis, livrou a população da cidade de uma incidência alta de infestação
do mosquito Aedes aegypti que transmite a dengue e outras
doenças vetoriais. A avaliação é feita pelo gerente do Departamento de Saúde
Coletiva do Município, Edgar Prates, que coordenou a ação realizada em 18
bairros, nos dias 21 e 22 de dezembro. Os agentes responsáveis visitaram 5.747
imóveis. O alerta agora é para que os moradores mantenham os quintais livres da
acumulação de água e possíveis criadouros da larva do mosquito.
O número de imóveis fechados, identificados durante o mutirão, é
um fator que causa preocupação às autoridades responsáveis pela saúde pública
do município. Os agentes encontraram 1.578 casas fechadas. Edgar Prates explica
que muitas famílias estavam viajando e outras são de trabalhadores que só
retornam para casa à noite. A solução encontrada foi ampliar o horário de
trabalho dos agentes de endemias para garantir a vistoria do maior número de
imóveis. A equipe passou a trabalhar até as 19 horas e também aos sábados.
As visitas domiciliares durante o mutirão resultaram em 4.169
imóveis vistoriados. O tratamento foi feito em 146 casas e 206 depósitos, como
caixas dágua. Outros 3.571 depósitos foram eliminados. Além de 1.578 casas
encontradas fechadas, 4 moradores se recusaram a receber a dupla de agentes
fiscalizadores.
As situações mais graves de infestação do mosquito foram
identificadas nos bairros João Bosco Bornier com índice de 11%, Ezequiel Ramin
com 7% e Vila Planalto acima de 4%. Edgar Prates conta que a equipe desenvolveu
um trabalho diferenciado nesses bairros para quebrar o ciclo epidemiológico e livrar
toda comunidade de uma incidência maior de infestação, já que as larvas
encontradas se transformariam em mosquito rapidamente.
O mutirão organizado pela secretária Marildes Ferreira aconteceu nos
bairros Vila Aurora, Nossa Senhora do Amparo, Santa Cruz, Vila Planalto, Jardim
Ebenezer, Loteamento Padre Ezequiel Ramin, Jardim Nilmara, Residencial Três
Poderes, Jardim Reis, Residencial João Bosco Bournier, Vila Verde, Vila União,
Jardim Brasil, Jardim Progresso, Jardim Marajó, Residencial Lajeadinho, Cidade
Natal e Padre Rodolfo.
A ação reuniu 178 trabalhadores. Foram 60 agentes comunitários
de saúde, 98 agentes de endemias, 16 motoristas, 2 fiscais da Vigilância
Sanitária e 2 fiscais da Receita. Edgar Prates assegura que o serviço prossegue
em toda a cidade. Nosso trabalho continua. A rotina é normal. Precisamos atuar
junto com toda a comunidade para combater a dengue em Rondonópolis, alerta.