A fim de viabilizar o controle da tuberculose e da hanseníase em Rondonópolis, a Secretaria Municipal de Saúde (SES) realizou no último sábado (13), no PSF Serra Dourada, mais um mutirão, dos dez que estão programados para este ano, para intensificar a detecção e combate das respectivas doenças. O mutirão, que transcorreu das 8 às 16 e atendeu 49 pessoas, foi realizado em parceria com a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), através do curso de Enfermagem.
Programamos para este ano a dez mutirões em diversas regiões para cobrir todo o município, onde realizamos atividades como o repasse de informações sobre os sintomas e a gravidade das respectivas doenças, e orientação sobre a importância do tratamento contínuo pra obter a cura, explicou o técnico responsável pelo Programa de Combate de Hanseníase e Tuberculose, Lourenço Cruz.
Além disso, foram feitos exames de escarro, no caso da tuberculose; e exame de pele para identificar a hanseníase. Das 49 pessoas examinadas, três resultados foram considerados suspeitos, sendo dois de tuberculose e um de hanseníase. Nesses casos suspeitos identificados, fizemos o encaminho para serem acompanhados por um especialista, ressaltou. O próximo mutirão já tem data para ser realizado: dia 27 de abril, no PSF da Zona Rural I, Gleba Rio Vermelho.
Sintomas da Hanseníase
A hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae, um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas também pode afetar outros órgãos como o fígado, testículos e olhos. Entre os primeiros sintomas estão o aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações também podem ocorrer. O avanço da doença pode comprometer os nervos, causar deformações em regiões como nariz e dedos e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos.
O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica com aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos e com exames laboratoriais. A transmissão do bacilo de Hansen é feita pelo ar ou pelo contato com pessoas infectadas, que não estejam em tratamento. O diagnostico precoce e o tratamento correto podem evitar seqüelas e proporcionar ao paciente uma vida normal.
Tuberculose
Lourenço salientou que ao suspeitar de tuberculose, qualquer pessoa pode procurar uma unidade do Programa de Saúde da Família (PSF), para realizar o exame que é gratuito e fica pronto em três dias. Nas unidades é feito o exame por escarro, que é o primeiro exame em suspeita de tuberculose. Não há custo algum para o paciente. O tratamento também é gratuito, mantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), destaca. O tratamento dura cerca de seis meses.
Como a tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa, ocorrendo a transmissão em casos de tuberculose pulmonar, torna-se importante que todas as pessoas que residem com o paciente tuberculoso compareçam a Unidade de Saúde para realização de consulta médica e, eventualmente, de alguns exames.
A doença é causada por um microorganismo (Mycobacterium tuberculosis), e pode afetar pulmões, ossos, rins e meninges. Entre os sintomas estão: tosse seca e contínua, tosse com pus ou sangue no catarro, febre baixa, suores noturnos, fraqueza, cansaço, perda de peso, dificuldade para respirar e dor no peito. Se esses sintomas persistirem por mais de três semanas é indicado procurar ajuda especializada.
Atualmente a doença vem sendo prevenida com o uso da vacina BCG, aplicada ainda no primeiro mês de vida, capaz de prevenir as formas mais graves da doença, principalmente nas crianças. No início de 2012 uma portaria do Governo Federal estendeu a vacinação até os 19 anos de idade.