A falta do soro antibrotópico registrada nos diversos municípios
do Estado e do País só pode ser solucionada com a aquisição do produto feita
pelo Ministério da Saúde. O esclarecimento é feito pelo gerente do Departamento
de Saúde Coletiva do Município, Edgar Prates, que já obteve informação do
Instituto Butantan neste sentido. Ele explica que o problema surgiu com a baixa
produção do soro em consequência às obras de readequação do laboratório.
Edgar Prates conta que a redução da remessa de soro antiofídico
acontece há cerca de um ano devido a iniciativa dos laboratórios de fazerem ao
mesmo tempo as readequações exigidas pela Organização Mundial de Saúde OMS e
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa. O que resultou na baixa
produção e diminuição de remessas às cidades brasileiras. A falta do produto já
acontece em todos municípios da região Sul de Mato Grosso.
A Secretaria de Saúde local, conta Edgar Prates, trabalha em
busca de solução para o problema junto às instituições responsáveis. Uma das
iniciativas adotadas foi a de tentar comprar o produto direto do Instituto
Butantan que produz o soro no Brasil. Os gestores do laboratório informaram que
o produto só é repassado via Ministério da Saúde. Portanto, as autoridades de
Rondonópolis e das demais cidades dependem da ação do Governo Federal para
restabelecer o estoque de soro antiofídico.
Uma das alternativas que podem solucionar o problema neste
período de readequação dos laboratórios nacionais é a iniciativa do governo de
importar o produto. Enquanto aguarda pelos procedimentos da União para
solucionar o problema, a equipe responsável adota a estratégia de remanejar o
estoque existente entre os municípios da região. Edgar conta que a Secretaria
de Saúde do Estado repassou dez ampolas do soro antibrotópico para ser
utilizado, caso ocorram novos acidentes.
Noeny Pereira de Sousa enfermeira responsável pela imunização
esclarece que entre janeiro e fevereiro deste ano foram registrados 15 casos
de acidentes por cobras. Dentre esses casos estão dois com indígenas e um com
criança. Um dos pacientes precisou tomar cinco ampolas do soro. Ela explica que
a quantidade de ampolas prescritas pelo médico é de acordo com o tipo de
acidente. Os gestores alertam que a população deve ficar atenta e adotar
medidas de prevenção neste período chuvoso em que os acidentes são mais
frequentes.