Cerca de dez mil moradores da região do Parque Universitário foram
examinados pela equipe de enfermeiros que concluíram no sábado (1º) o processo
de busca ativa de casos de hanseníase na região do Parque Universitário. O
projeto de ações inovadoras foi desenvolvido por uma equipe de 40 enfermeiros,
além de técnicos de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde ACS, em 12
sábados consecutivos.
Camila Aoki Reinas enfermeira responsável pelo Programa de
Hanseníase e Tuberculose do Município conta que os profissionais foram
divididos em duplas para fazer as visitas domiciliares. Elas levaram
informações sobre a doença às famílias. O exame de pele foi feito em todos os
moradores dos bairros Parque Universitário, Pedra 90, Vila Olinda, Ana Carla,
Tancredo Neves e Rui Barbosa.
As pessoas com algum sintoma aparente foram encaminhadas ao PSF
Vila Olinda para exame mais minucioso. Para aquelas em que se constatou
suspeita do doença foram marcadas consultas com médico especialista no Centro
de Referência em Hanseníase para obter um diagnóstico. Camila Reinas explica
que a partir daí, as pessoas com casos confirmados dão início ao tratamento. E
o acompanhamento desses pacientes é feito na unidade básica em que recebe
assistência.
Incidência na região
O trabalho de busca ativa naquela região já resultou em 13 casos
de hanseníase confirmados, 8 pessoas aguardando resultado de exames de biópsia
e outros 80 pacientes que vão consultar com médico especialista. Camila Reinas
alerta que esses números podem aumentar com o do levantamento total da ação que
deve ser concluído dentro de uma semana. Ela explica que os dados vão ser
apresentados ao Ministério de Saúde MS para inclusão no sistema Formsus. A
expectativa é obter mais recursos federais para investir no programa.