O
secretário Municipal de Transportes e Trânsito, Argemiro Ferreira, participou,
na tarde desta quarta-feira (3), de uma reunião no Ministério Público Federal
MPF, com o procurador da República, Guilherme Rocha Gopfert, com a presença
ainda de representantes do Observatório Social, da Agência Nacional de Aviação
Civil ANAC por meio de ofício -, e com o diretor da Azul Linhas Aéreas,
Marcelo Bento, por telefone.
O assunto era tratar das questões que têm envolvido o Aeroporto
Municipal Maestro Marinho Franco, como supostos problemas com segurança e o
cancelamento do voo entre Rondonópolis a Campinas (SP) a partir do dia 1º de
março, que é operado pela Azul Linhas Aéreas.
Segundo o procurador da República, Rondonópolis é uma cidade que
cresce e se desenvolve e tem potencial para manter voos comerciais, contudo, há
uma crise nacional que pode estar influenciando na diminuição de dias de voos e
ainda cancelamentos. Sabemos que necessariamente estas condições podem não
estar ligadas à segurança, mas tanto nós como a prefeitura buscamos garantir
mais segurança no aeroporto, tanto que quando fiz a recomendação para a compra
do Papi e do RNAV, a prefeitura já havia se adiantado e estava providenciando a
compra, explicou Gopfert.
O Papi e o RNAV, conforme Argemiro Ferreira, devem ter a compra
finalizada em aproximadamente 60 dias, mas destacou que é possível que as
melhorias em segurança não sejam o bastante para trazer mais voos para a cidade
em função da atual crise econômica do país. Mesmo assim, Argemiro negocia mais
voos com a Passaredo e novas linhas com a Avianca.
O diretor da Azul Linhas Aéreas, Marcelo Bento, também defendeu
que a decisão da empresa em cancelar o voo de Rondonópolis e Campinas não tem
nada a ver com a segurança do aeroporto de Rondonópolis. A Azul cancelou o voo
por questões conjunturais como a retração da economia, a taxa elevada de câmbio
que atinge diretamente os nossos custos e reajustes na malha aérea, que não
atingem somente Rondonópolis, mas várias regiões do Brasil, informou Bento.
A ANAC, por meio de ofício, informou ao MPF que o tamanho da
pista do Aeroporto Municipal de Rondonópolis não tem problemas para ser
operado, porque quem decide são as companhias aéreas. São elas que decidem se a
pista é adequada para os pousos e decolagens, o que não impediria um turbo jato
de utilizar a pista do aeroporto.
Pelo Observatório Social participaram da reunião, Roberto
Cavalcante de Mendonça e Shirlei Mesquita Sandim.