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ESPECIALIDADES

Em iniciativa inédita, neuropediatras do HU atendem 200 crianças no Ceadas

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

28/04/14 às 14:21

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Cerca de 200 crianças foram atendidas por especialistas do Hospital Universitário de Cuiabá | Matusalem Teixeira

Com um público considerável de crianças de 0 a 14 anos em tratamento neurológico e acompanhadas pela rede municipal de saúde em Rondonópolis, o Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico Albert Sabin Ceadas recebeu, nos últimos dias, a visita de três neuropediatras do Hospital Universitário HU de Cuiabá para um mutirão de inúmeras consultas e exames de eletroencefalograma na unidade, em iniciativa inédita. A equipe, trazida pela Secretaria Municipal de Saúde, foi chefiada pela doutora Heloísa Helena Siqueira e ainda teve o apoio de uma técnica responsável só pela realização dos exames. Cerca de 200 crianças foram atendidas.

De acordo com coordenadora do Ceadas, Conceição Abreu,o atendimento da especialidade com tal estrutura clínica é uma novidade na cidade e não será apenas um evento isolado. Nosso planejamento foi traçado para trazer os profissionais pelo menos uma vez ao mês e atendermos como hoje, cerca de 200 crianças. É fundamental que se esclareça que a realização do exame de encefalograma é primordial para o diagnóstico preciso e a continuação do tratamento. Acontece que como falamos de crianças e a sensibilidade que é necessária para este exame quando é preciso a sedação do paciente, só pode ser feito com monitoramento de um neuropediatra, externou.

Muitas mães e pais trouxeram os filhos para uma primeira consulta com um profissional da área e ainda não iniciaram nenhum tipo de tratamento. Segundo a neuropediatra Heloísa Helena os casos cada vez mais comuns de hiperatividade, ainda sofrem resistência para serem tratados como uma doença principalmente por parte do pai. Especialmente na figura do homem, do pai, esta dificuldade de entendimento ainda é uma realidade. Por isto é tão importante o apoio e a busca pelo conhecimento por parte da mãe, pelos professores e de toda a família de uma forma geral. Mas é, acima de tudo, necessário que procure ajuda médica, já que há sim a possibilidade do caso se tratar apenas da falta de limites não empregados pelos pais, explicou.

Além de hiperatividade, o público que se consultou com os especialistas são os oriundos de históricos de distrofia muscular, paralisia, epilepsia, déficit de atenção e quadros convulsivos. Para todos os casos, Heloísa Helena ressalta que nem sempre o único caminho de tratamento é a medicação contínua. Às vezes a medicação entra como apoio, às vezes é temporária e pode ser que a terapia de apoio resolva. Para cada definição de tratamento temos que respeitar todas as características inerentes ao paciente, frisou.

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