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SAÚDE

Em dia nacional de combate a hipertensão, unidades de saúde intensificam atendimentos

HEVANDRO SOARES - Redação/Ascom

25/04/12 às 12:58

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A medicação para hipertensos é distribuída de graça | Divulgação

O Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, lembrado nesta quinta-feira (26), pode ser o passo que falta para uma nova realidade na condução dos casos em Rondonópolis. Para isso, os profissionais de todas as unidades de saúde do Município esperam a presença maciça dos cidadãos nos postos de atendimento dispostos por toda a cidade, para aferir a pressão. A gerente do Departamento de Ações Programáticas, Mariúva Valentim Chaves, salienta o perigo que representa a doença silenciosa. Desencadeadora de vários problemas, muitas vezes fatais, a hipertensão está presente em 176.192 pessoas em todo o estado, sendo 10.161 em Rondonópolis.

Mesmo tendo os casos mais frequentes registrados na faixa dos 20 aos 49 anos, o perigo da doença estar aparecendo cada vez mais e em maiores índices em crianças e jovens. Isso fez com que o setor de ações programáticas montasse pequenos mutirões de atendimentos também em escolas do Município. Em uma delas, de 294 crianças atendidas, quatro foram classificadas como hipertensos. Dados oficiais confirmam que em 2011 oito pessoas com menos de 18 anos morreram em Rondonópolis, vitimadas por complicações oriundas da pressão arterial elevada. Já no quadro geral o número aferido no ano passado se aproxima de 300 cidadãos.

Mariuva Valentim comenta que os fatores de risco, já bem conhecidos da sociedade, continuam sendo o sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo exagerado de sódio e de bebidas alcoólicas. Segundo o Ministério da Saúde a hipertensão é a causadora principal de quadros como o de doenças cardiovasculares, cerebrovascular, arterial coronária, insuficiência cardíaca e muitas outras que cessam milhares de vidas anualmente no Brasil. Para a gerente de Departamento só quando houver uma mudança de comportamento e mentalidade da população por completo é que as medidas preventivas e de acompanhamento das políticas de saúde terão o efeito desejado.

NÚMEROS

Temos estes 5% de rondonopolitanos identificados como hipertensos, mas obviamente que este número na realidade é muito maior. A nossa dificuldade é identificar estas pessoas sem que haja pré-disposição delas. A média colocada como ideal pelo Ministério é de uma pessoa hipertensa em uma faixa de mil, é claro que o Brasil e também nós estamos distantes desta meta, mas quanto mais abrangente conseguir for o processo de identificação menor serão os casos de morte. As pessoas precisam se tratar, especialmente quem tem histórico familiar. É uma doença silenciosa e traiçoeira, define Mariúva.

TRATAMENTO

Nas unidades de PSFs do Município existem grupos de acompanhamento de hipertensos. A medicação para os participantes é distribuída gratuitamente, assim como na Farmácia Municipal mediante apresentação de receita médica.

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