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SAÚDE BÁSICA

Cuidados com pré-natal e controle de doenças da mãe podem evitar a mortalidade infantil

CORACY LIMA // Gabinete de Comunicação Social

20/05/15 às 16:27

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MORTALIDADE INFANTIL - ÍDICE FICA ABAIXO DE 1% DOS NASCIDOS VIVOS‏ | Ilustrativa

Mães que começam o pré-natal nos primeiros meses da gravidez e fazem controle regular de doenças adquiridas têm mais chances de um parto bem sucedido e dar à luz a bebês saudáveis. Este é o alerta feito pela enfermeira supervisora do Departamento de Atenção Básica de Rondonópolis, Nicele Matos, que trabalha para reduzir o índice de mortalidade infantil no município e destaca o atendimento das equipes das unidades, com acompanhamento e oferta de suplementos.

Mapeamento do sistema de georreferenciamento desenvolvido pela equipe técnica do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde revela que esses fatores somados a outras questões, como genética e causas externas, resultaram no registro de 28 mortes de feto e 31 de nascidos vivos de até um ano, no período de janeiro a dezembro de 2014. Foram 3.990 partos de nascido vivos durante o ano.

Nicele Matos conta que o levantamento feito nas diversas regiões da cidade aponta entre as causas de morte do feto doença hipertensiva da mãe, infecção das vias urinárias, malformação congênita resultante de doenças como sífilis e síndrome do filho de mãe diabética. A incidência da mortalidade de nascidos vivos também está relacionada a hipertensão materna, prematuridade e malformações congênitas também causadas por doenças e questões genéticas, além de causas externas como afogamento.

Na maioria dos casos - o que médicos e enfermeiros da equipe técnica da Secretaria de Saúde avaliam é que se registra situações de mães que deixaram de fazer o pré-natal adequado. Outras se descuidaram do tratamento das doenças crônicas ou adquiridas, como hipertensão, diabetes e infecção urinária. Nicele Matos observa que entre as gestantes menos atenciosas com o pré-natal se destacam moradoras de rua, usuárias de drogas e aquelas que moram na zona rural, além das adolescentes.

A enfermeira conta que as equipes das unidades básicas de saúde registram alguns casos de gestantes das comunidades rurais que só realizam a primeira consulta de pré-natal no oitavo mês de gravidez. As adolescentes que tentam ocultar a gravidez da família também demoram para procurar assistência médica. Ela relatou o caso de uma adolescente grávida de trigêmeos que perdeu os três bebês recentemente.

 

Atenção Básica

 

Nicele Matos explica que a gestante tem atendimento de baixo risco em todas as unidades de saúde do município. Os casos considerados de alto risco são encaminhados para acompanhamento com obstetra junto ao prédio que era destinado ao Hospital da Mulher, onde funciona ESF e o terceiro turno da Vila Operária. A gestante que procura o atendimento de pré-natal desde o começo da gravidez e faz o tratamento das doenças tem toda a chance de passar por um parto bem sucedido e ter um bebê saudável, orienta.

A proposta do prefeito Percival Muniz e da secretária Marildes Ferreira para reduzir a incidência de mortalidade infantil na cidade é investir nas políticas de proteção à gestantes. A secretária anuncia a construção de unidades para ampliar a cobertura da Estratégia de Saúde da Família ESF nas comunidades de loteamentos e residenciais novos como medida para diminuir a mortalidade infantil e dar mais segurança às futuras mamães.

Bairros como Alfredo de Castro devem ser beneficiados com a construção de unidades básicas de saúde. A gestora decidiu também intensificar as ações e oferta de serviços como o de ultrassonografia que é realizado pela unidade portátil em sete regiões da cidade e prioriza mulheres, principalmente as gestantes.

A secretária antecipa ainda a decisão do prefeito de implantar o Comitê de Acompanhamento da Mortalidade Materno-infantil. O comitê vai ser composto por uma equipe multiprofissional que tem a missão de identificar o que deve ser feito para melhorar a assistência de saúde às gestantes e aos recém-nascidos. Outra iniciativa neste sentido é a de fortalecer as ações da Rede Cegonha que investe na capacitação de médicos e enfermeiros que lidam diretamente com as gestantes.

 

 

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