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IDENTIFICADAS NAS ESCOLAS

Crianças com suspeita de hanseníase passam por novos exames

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

09/03/15 às 18:01

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Programa desenvolvido em Rondonópolis desde o ano passado deve avançar em 2015‏ | Macsuel Oliveira

Profissionais do Instituto Lauro Souza Lima, de Baurú, e profissionais do programa de Hanseníase de Rondonópolis iniciaram na manhã desta segunda-feira (9), a confirmação dos dados colhidos durante a busca ativa realizada em todas as escolas municipais e boa parte das estaduais durante o ano letivo de 2014, quando 10 alunos tiveram resultado positivo para a doença.

Conforme explicou o responsável técnico pelo programa do Lauro Lima, Jaison Antônio Barreto, que há muitos anos é parceiro do Município contra a doença, o exame positivo não necessariamente quer dizer que eles desenvolverão a doença, no entanto, são dados importantes que podem desencadear na verdadeira fonte da bactéria e outras pessoas que podem já estar em estágio de desenvolvimento da doença.

A criança é uma porta de entrada deste programa, porque por meio delas vamos chegar aos avós, pais, irmãos e o que chamamos da fonte da bactéria. O tratamento da Hanseníase tem de ser um atendimento completo, que inclua todos os indivíduos do ambiente familiar, ou então corremos o risco de até curar uma pessoa agora e daqui a pouco ela estar infectada outra vez porque o problema continua em casa. Esta doença não dá imunidade após uma vez contraída, pelo contrário, uma vez hospedeiro dela é muito maior a chance de tê-la de novo, alerta Jaison.

As 10 crianças identificadas estão sendo atendidas, junto aos familiares, no Centro de Referência a Hanseníase, anexo a antiga Farmácia Municipal de Manipulação, e receberão acompanhamento contínuo quanto a avaliação sorológica, de níveis de inflamação de nervos e até quanto ao crescimento e surgimento de eventuais manchas, de acordo com a técnica do Programa Municipal de Hanseníase e Tuberculose, da Secretaria de Saúde, Camila Aoki Reinas, que ainda confirmou o retorno da busca ativa nas escolas e o treinamento de novos profissionais.

Nesta segunda (9) e terça (10) finalizaremos as reavaliações; depois até quinta-feira (12) visitaremos as escolas Odorico Leocádio da Rosa do Novo Horizonte, Francisca Barros de Carvalho na Vila Olinda II, Alcides Pereira dos Santos no João de Barro), Maria Elza Inácio no Marechal Rondon e Maria de Lima Cadidé na Vila Operária, que são regiões de risco e com histórico de infectados,  fazendo uma sensibilização aos professores, alunos e funcionários e, simultaneamente, entregando o termo de autorização para novas coletas. Além disso, profissionais do Instituto estarão capacitando os enfermeiros da nossa rede para que eles tenham condições técnicas de identificar casos prováveis de hanseníase para que os procedimentos sejam feitos, explicou Camila.

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