Pediatras
e enfermeiros da rede pública municipal passarão nos próximos meses por
diversas capacitações em Cuiabá, na capital do estado, a fim de se habilitarem
para o atendimento especializado a crianças, nos primeiros anos de vida, que
apresentem problemas congênitos cardíacos e pulmonares. A projeção, é que a
partir do próximo ano as crianças de até dois anos de idade que precisam do
atendimento e que atualmente têm de sair da cidade para isso poderão realizar o
tratamento no Hospital da Criança Wilma
Bohac.
A gerente
do Setor de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Noeny Pereira ,
explicou, nesta sexta-feira (31), que o Município conseguiu a garantia do
Ministério da Saúde de que receberá , a partir de 2016, o repasse de doses do
Palivizumabe, que é um inibidor de um vírus responsável por 75% das
bronquiolites e 40% das pneumonias durante o período de sazonalidade, entre o outono
e inverno, quando as doenças se tornam mais agressivas. A pneumonia, sobretudo,
tem uma taxa registrada de quatro milhões de casos todo ano em crianças no
Brasil, sendo uma das principais causas de mortalidade infantil não só no país
como no mundo.
Esta
medicação, que é de alto custo, passará agora a ser disponibilizada diretamente
por nós em atendimento ambulatorial. Hoje, existe o palivizumabe em ambiente
hospitalar, na Santa Casa e servem para atender recém-nascidos prematuros na
Unidade de Terapia Intensiva UTI. Já as crianças com problemas de nascimento
de ordem cardíaca e respiratória, que também precisam do remédio, necessitam
encarar rotineiramente uma viagem até Cuiabá. Mas a partir do ano que vem isto
não será mais necessário, porque conseguimos esta vitória de descentralizar,
confirmou Noeny.
Noeny
detalhou que as crianças precisam receber o medicamento, mensalmente,
durante os períodos mais frios do ano, que também são os mais secos em Mato
Grosso, para impedir que o Vírus Sincicial Respiratório VSR infecte estes
pacientes, nascidos com baixa imunidade. Teremos nossos profissionais
treinados até a entrada do outono e inverno de 2016, que será quando a
administração do medicamento será disponibilizada, adiantou Noeny.
No
mercado privado, a dose única de Palivizumabe é negociada acima de R$ 5mil.