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PREOCUPAÇÃO CONSTANTE

Coordenadores do Ministério da Saúde vêm a Rondonópolis e monitoram Hanseníase

Hevandro Soares/ Gabinete De Comunicação

29/04/14 às 18:36

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Técnicos do Ministério da Saúde visitam SMS e constatam qualidade do programa de busca e tratamento da Hanseníaase‏ | Matusalem Teixeira/arquivo

A técnica responsável pela coordenação geral do programa contra a Hanseníase do Ministério da Saúde, Débora Morais, e a consultora externa também do Governo Federal, Tadiana Moreira, visitam Rondonópolis nesta terça-feira (29) para vistorias quanto a aplicação dos recursos enviados de Brasília, cerca de R$ 400 mil, para serem investidos em ações preventivas contra a Hanseníase no Município. As duas foram levadas pela equipe especializada que realizam o trabalho pela Secretaria Municipal de Saúde até o novo Centro de Referência de Tratamento de Hanseníase e Tuberculose, inaugurado em 2013 anexo a sede do SAE (Serviço de Atendimento Especializado).

De acordo com Débora, o esperado para Rondonópolis, neste momento em que os enfermeiros e médicos passam por diversas capacitações e o trabalho de detecção da hanseníase foi descentralizado é o de aumento no número de notificações, o que não significará dizer que a cidade passa por um crescimento do número de casos. Estamos acompanhando o trabalho que está sendo feito em Rondonópolis, já que aqui foi definida como uma das 40 cidades brasileiras a receberem recursos do Governo Federal para o combate da Hanseníase. Obviamente que como o trabalho está se expandindo aparecerão mais pessoas diagnosticadas, mas tratamos isto como resultado natural da busca ativa. É até o objetivo inicial, que estes números surjam, explicou.

Para desenvolver o projeto Ações Inovadoras, que usará os R$ 400 mil do Ministério, a Secretaria definiu a Vila Olinda e a área de atuação de cinco unidades da Atenção Básica na região para fazer um arrastão em todo o panorama da doença, considerada endêmica. Hoje podemos dizer que toda a cidade está endêmica, mas obviamente que temos pontos onde o problema se acentua. Na Vila Olinda o que vamos fazer é passar casa por casa, não deixando nada para trás, para desenvolvermos um raio-x da situação, para posteriormente proceder com a execução do projeto, informou Eliane Ormund, a gerente do Departamento de Ações Programáticas, da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo Ormund, a realidade que modificará e tende a melhorar as capacitações habituais é formar profissionais no trabalho de atendimento à comunidade. A descentralização que foi implantada no ano passado, já possibilitou que nosso trabalho rastreasse mais a hanseníase em Rondonópolis. Capacitamos profissionais em cada unidade e estes especialistas garantem a excelência na busca e tratamento da hanseníase, argumentou Eliane.

Apoio

Atualmente o Município disponibiliza um trabalho junto à população que tem a doença que se tornou referência nacional. Com o apoio da Associação Alemã Dahw, que há 30 anos investe dinheiro em Rondonópolis para o combate a Hanseníase, o Município conseguiu implantar um sistema de capacitação contínua de profissionais, que são levados inclusive para fora do Estado para cursos com profissionais gabaritados em nível mundial em Hanseníase. Toda a viagem e os custos da formação são bancados pela Dahw, que ainda repassa um valor fixo todo ano para o projeto executado aqui.

Para casos mais avançados da doença, onde a enfermidade não foi descoberta no início e já alcançou o sistema nervoso central dificultando a mobilidade de pacientes, o Município confecciona na sapataria própria além de outros produtos, palmilhas especiais para pessoas que foram mais profundamente atingidas pela hanseníase. Neste projeto, a Dahw também é parceira e doa mensalmente toda a matéria prima usada para as confecções.

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