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PARCERIA DE 36 ANOS

Coordenador da Dahw no Brasil classifica Rondonópolis como exemplo nacional contra Hanseníase

Hevandro Soares – Gabinete de Comunicação Social

29/07/15 às 16:07

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HANSENÍASE - coordenador da ong Dahw no Brasil aponta Rondonópolis como exemplo nacional no tratamento da doença‏ | Matusalem Teixeira

O coordenador da Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos - Dahw, no Brasil, Manfred Robert Göbel, disse em visita a Rondonópolis, nesta quarta-feira (29), que a Dahw tem se esforçado em formar novas parcerias com municípios e estados brasileiros tendo como exemplo principal o programa contra a Hanseníase implantado e funcionado de maneira excelente, em Rondonópolis.

Em uma avaliação sobre o programa atualmente desenvolvido na cidade contra a doença, o coordenador da Dahw assegura que a continuação de um número próximo a 200 novos casos anuais denotam que o rastreamento segue sendo bem feito. A hanseníase possui esta peculiaridade de quanto mais o trabalho é bem feito, mais os números aparecem. O Mato Grosso hoje é campeão nacional de casos e Rondonópolis está no topo, mas certamente pode haver cidades com muitos mais casos, porém, não detectados, como no Maranhão, onde o trabalho está sendo incorporado, analisou.

Manfred lembra do ano em que chegou no Brasil para lutar contra a Hanseníase 1.979 onde iniciou por Rondonópolis, via Dahw, um programa então pioneiro contra a doença que assolava a população, causava temor por todo o mundo. Naquela época, a hanseníase, ou lepra, era trada por internação compulsória. O infectado era isolado socialmente e enviado a um sanatório. Iniciamos um processo de atendimento ambulatorial, que acabou abrindo as portas para uma grande evolução neste sentido, relembrou, satisfeito.

Manfred pontua, tecnicamente, que o ponto de sucesso principal alcançado na cidade foi a descentralização do conhecimento. Não podemos negar que é muito difícil fazer o rastreamento de casos porque, muitas vezes, existem poucos profissionais que querem trabalhar na área. Aqui em Rondonópolis, porém, as unidades de atenção básica têm profissionais treinados para diagnosticar e tratar a doença, que pode ser totalmente controlada em 12 meses. Este é o diferencial, tanto que no início a Dahw investiu pesado na cidade e hoje já não precisamos mais fazer tanto porque a estrutura existe e é mantida pela Secretaria Municipal de Saúde. Passamos por aqui sempre apenas porque somos parceiros e bons amigos da cidade, finaliza Göbel.

 

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