A
Comissão Permanente de Desenvolvimento Urbano Codeur e o Comitê Gestor do
Plano Diretor Municipal realizou nesta terça-feira (24), na sala de reuniões do
Paço Municipal, uma reunião para esclarecer aos integrantes da alteração do
Plano Diretor a atual situação judicial que envolve a América Latina Logística
ALL e a Prefeitura de Rondonópolis.
Segundo o presidente do Comitê Gestor do Plano Diretor, o
vice-prefeito Rogério Salles, a reunião se fez necessária para passar as
informações aos membros que formam a Codeur e o Comitê Gestor, que envolve
representantes das secretarias municipais, das associações de bairros, de
universidades, da sociedade civil organizada e da Câmara Municipal.
Mesmo com a decisão judicial que determina que a ALL faça um
estudo mais aprofundado para a alteração do Plano Diretor o que temos que ter
em mente é que a prefeitura está procurando fazer o melhor. Nós entendemos que
o objetivo do Município, assim como do MPE (Ministério Público do Estado) é
fazer o melhor pela cidade, afirmou Rogério Salles.
Para o vice-prefeito, a intenção é evitar que a situação se
arraste por muito tempo na justiça, pois é necessário que a alteração do Plano
Diretor seja feita o mais rápido possível. Queremos evitar um crescimento
desordenado da cidade, então esperamos que o processo seja rápido e sem
comprometer a qualidade do projeto do Plano Diretor, complementou.
Enquanto a situação não se resolve perante a justiça, a proposta
é a oferta de oficinas para os membros da Codeur e do Comitê Gestor para que
todos compreendam o processo de elaboração do Plano Diretor para fazê-lo de
forma mais qualificada possível. Estas oficinas devem ser marcadas nos próximos
dias.
De acordo com o presidente da Codeur, secretário Municipal de
Habitação e Urbanismo, Roberto Carlos Correa de Carvalho, a prefeitura já vinha
dando passos importantes na elaboração das alterações do Plano Diretor,
especialmente, no que se refere à participação popular. Já no início dos
trabalhos, foram realizadas uma audiência pública na Câmara Municipal, além de
oficinas nas quatro grandes regiões da cidade com o objetivo de ouvir as
reivindicações da população.
Queremos um Plano Diretor mais elaborado e aberto a todos,
porque ele é uma ferramenta de discussão de toda a cidade e não restrito a um
seleto grupo de pessoas. É a sociedade que precisa ser ouvida e é com este
intuito que estamos trabalhando, destacou Roberto Carlos.
A alteração do Plano Diretor de Rondonópolis está paralisada
após uma decisão liminar que trouxe determinações à ALL e ao Município da juíza
da Terceira Vara Cível de Rondonópolis, Milene Aparecida Pereira Beltramini.
A atualização do Plano Diretor Municipal teve início ainda no
começo deste ano custeado pela ALL como forma de compensação ambiental pela
instalação da ferrovia, já que a lei determina que todo empreendimento que
tenha impacto significativo sobre a cidade deve patrocinar a revisão do Plano
Diretor. A ALL contratou a empresa Companhia Ambiental, que deu início aos
estudos técnicos para a atualização do Plano, tudo com o acompanhamento da
prefeitura.
O Município criou as leis para o começo das atividades que
norteiam a realização do Plano Diretor conforme preconiza o Estatuto das
Cidades, legalizando a Codeur e criando o Conselho Gestor, incluindo na
discussão as entidades de classe, igrejas, associações de bairros,
universidades e demais órgãos representativos da sociedade civil organizada.
Além de representantes de universidades, associações de bairros,
órgãos de sociedade civil organizada, secretarias municipais, participaram de
reunião, o procurador-geral do Município, Fabrício Correa e o vereador, Ibrahim
Zaher.