Rondonópolis registrou queda nas notificações e nos casos
confirmados de dengue e chikungunya de janeiro a setembro deste ano, comparado
com o mesmo período de 2017. No caso da dengue, em 2017 foram notificados 419 casos,
com 56 confirmações. Já em 2018, foram notificados 136 casos, com 31
confirmados. De chikungunya foram notificados em 2017, 109 casos e confirmados 61.
Em 2018, as notificações baixaram para 44, com oito casos confirmados.
Apesar da queda no número de casos, o Departamento de Vigilância
Epidemiológica do município informa que é fundamental que as pessoas que apresentam
sintomas de dengue ou chikungunya procurem uma unidade de saúde, o que vai
permitir que o caso seja notificado e em caso de confirmação, se possa fazer
bloqueio químico no bairro onde foi registrado o caso, impedindo assim, a
proliferação do Aedes aegypti, vetor das duas doenças, e controlando a
ocorrência de novos casos.
Além disso, há uma tendência de que os casos aumentem no
período de chuva, ambiente propício para a proliferação do Aedes aegypti. Para
evitar que isso ocorra, é de suma importância a participação da população
evitando deixar expostos materiais que podem acumular a água da chuva.
É comum encontrar criadouros em obras paradas em locais como
restos de materiais de construção como latas de tinta e masseiros (tanques para
fazer massa) abandonados, que acumulam água. Um alerta é quanto às ligações
irregulares nas redes de esgoto ainda não liberadas pelo Serviços de Saneamento
Ambiental de Rondonópolis (Sanear), que também se tornam foco do mosquito. Portanto,
a população deve aguardar a liberação do Sanear para fazer suas ligações.
Lixo como garrafas pets e sacolas plásticas também podem se
transformar em criadouros do Aedes aegypti, bem como vasilhames usados para a
água de animais de estimação. Por isso, é fundamental manter quintais limpos,
sem acúmulo de lixo, caixas de água tampadas e vasilhames sempre lavados e com
a água trocada frequentemente.