Neste primeiro semestre de 2018, a Secretaria Municipal de
Educação (Semed), por meio do Departamento de Formação Profissional, ofertou o
curso Diversidade cultural no ensino da arte, com o intuito de capacitar
profissionais da educação a ensinarem as diversas formas de arte a seus alunos.
Participaram da capacitação 80
educadores, entre professores, diretores e profissionais não docentes da
educação infantil e ensino fundamental que, durante o curso, trabalharam os
diversos eixos da arte aplicando-os à pratica de jogos, brincadeiras e cantigas
de roda.
Um dos coordenadores do curso, o professor Joelson Santos,
que é pedagogo e ator, explica que um dos objetivos da transmissão desse
conhecimento aos docentes é garantir que os estudantes assimilem a disciplina
de artes da mesma forma que se instruem com o conteúdo disponibilizado em outras
matérias. As crianças têm o direito, assegurado por lei, de aprender educação
artística. Então, com essa formação, desenvolvemos nos professores habilidades
para ministrarem essa disciplina em sala de aula, salienta.
Joelson frisa que é importante que o docente trabalhe a
transdisciplinaridade ao transmitir o conteúdo, já que essa integração de
conhecimentos enriquece o aprendizado. Assim como o português e a matemática,
por exemplo, a arte é uma disciplina autônoma, única. E, como muitos
professores não possuem formação em artes, é comum que ela fique em segundo
plano. Por isso, a oferta dessa formação torna o professor apto a transmiti-la junto
com outros saberes, esclarece.
Em 2017, a Semed ofereceu formação com enfoque nos quatro
eixos da arte: dança, teatro, artes visuais e música. Este ano foi a vez do
emprego da arte em jogos, brincadeiras de infância da cultura brasileira,
cantigas de roda e teatro. Para 2019, Joelson adianta que está prevista uma atenção
especial para a área de audiovisual e cinema.
Ao final da formação, que ocorreu em julho, os cursistas
comemoraram o aprendizado adquirido com um evento na Escola Estadual Daniel
Martins Moura que foi prestigiado por um público de, aproximadamente, 400
pessoas.
Como a proposta era que os professores se tornassem
protagonistas em cena, os participantes perceberam que o encerramento seria uma
ótima oportunidade para apresentarem as práticas realizadas durante o período
do curso. Assim, no encontro, os cursistas representaram a peça A princesa
negra, que reflete sobre a realidade das crianças negras no contexto
educacional no qual não se sentem representadas nem incluídas pelo conteúdo
estudado e também provoca uma análise
crítica sobre a discriminação racial, além de estimular o resgate das
brincadeiras de infância.