Habilidade, equilíbrio e coragem. Foi com essas três características que
20 jovens, de 10 a 19 anos de idade, demonstraram o resultado de um trabalho
que vem sendo realizado pelo SCFV- Serviço de Convivência e Fortalecimento de
Vínculos, do Núcleo- 1 da Vila Operária e no Centro de Referência em
Assistência Social Cras Cidade Alta, uma modalidade esportiva relativamente
nova na cidade, o slackline.
O slackline é uma prática corporal realizada em uma
fita estreita e flexível, de naylon ou poliéster, tencionada
em dois pontos fixos. Nela são realizados movimentos estéticos e dinâmicos.
As fitas foram instaladas nas árvores do Parque das Águas e a garotada
aproveitou a manhã de sábado para mostrar o que aprendeu. Kamilly Rodrigues, 10
anos, que é aluna da Escola Professora Elizabeth Freitas, do bairro Cidade de
Deus, começou a praticar o esporte há menos de um ano e já está craque em
cima da fita. Não perco nenhum dia de treino, o ônibus do Núcleo 1 me busca em
casa e eu aproveito bem as aulas. Quero ficar cada vez melhor no slackline.
A instrutora Luma Strobel de Freitas repassou o regulamento do Primeiro
Campeonato de Slackline aos competidores e aos jurados que
analisaram equilíbrio, clareza de movimentos, estilo e criatividade, empenho,
combos [várias manobras sem cair da fita], manobras e envolvimento com o
público, na categoria trickline (manobras na fita).
Os participantes fizeram as apresentações ao som de músicas escolhidas
por cada um e ao final receberam a vibração do público, que contou com pais,
amigos e incentivadores. Nossa meta com a variação de ofertas é conquistar
esses adolescentes em qualquer uma das modalidades. Por isso damos alternativas
como teatro, dança e vários esportes. É a maneira de oportunizar a escolha dos
participantes dos programas sociais, explicou Luma.
Ao final do Campeonato todos os participantes receberam medalha, além da
premiação para os primeiros colocados, como slackline profissional
e amador, tornozeleiras e uma caixa de som.