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LANÇAMENTO

Campanha de verminose e hanseníase tem meta de atender 30 mil crianças em Rondonópolis

HEVANDRO SOARES - Redação/Ascom

27/05/13 às 13:17

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Secretária Marildes Ferreira explica que trabalho vai levar profissionais dos PSFs às escolas | ROGER ANDRADE

Atingir cerca de 30 mil crianças na imunização da Geohelmintíase (verminose) e fazer uma busca ativa do quadro precoce de hanseníase neste público. Esta é a meta proposta pela campanha Hanseníase e Verminose têm cura É hora de se prevenir e tratar,  lançada oficialmente em Rondonópolis na manhã desta segunda-feira (27), em evento no auditório da Prefeitura.

Ao lado do vice-prefeito, Rogério Salles, a secretária municipal de saúde, Marildes Ferreira, explicou como funcionará o trabalho que vai levar profissionais dos PSFs até as escolas da cidade. O público alvo são crianças de 5 a 14 anos e esta faixa etária foi definida pelo Ministério da Saúde. Os enfermeiros receberam capacitações e agora vão para dentro das unidades educacionais para intensificar o diagnóstico precoce, disse, se referindo principalmente ao caso da hanseníase.

 A capacitação dos enfermeiros, médicos e outros profissionais aconteceu nos últimos dias com uma equipe vinda de Bauru SP para detalhar a proposta do Governo Federal para os municípios. O cronograma e os detalhes do trabalho foram novamente reforçados aos enfermeiros nesta segunda (27) para que no restante da semana já comece a chegar nas escolas.

Serão fornecidas duas fichas para os professores passarem a cada aluno, segundo explica a gerente do Departamento de Atenção à Saúde, Magda Rosa. Esta ação faz parte do Programa de Saúde na Escola (PSE), mas é uma campanha específica. Os enfermeiros entregarão as fichas aos professores, que vão passar aos alunos. Estes documentos têm duas funções: a autorização dos pais para a aplicação do mebendazol (vermífugo) e um controle da hanseníase no preenchimento da ficha,  pelos responsáveis, no caso de constatação de manchas suspeitas encontradas no corpo das crianças, frisou.

A gerente de ações programáticas, Eliane Ormund, contou como será a busca ativa da hanseníase. Os pais receberão uma ficha de autoimagem que terá um desenho do corpo da criança. Lá eles vão preencher e dizer se o filho possui uma mancha, em qual parte do corpo, a coloração da mancha, tamanho e informações referentes a sensibilidade. Estes dados serão anexados ao Sistema de Informação do Ministério da Saúde. Os números precisam ser repassados até o dia 30 de junho, ressaltou Eliane.

Com um índice preocupante de novos casos a cada ano (132 em 2012) a hanseníase é uma preocupação da equipe de saúde de Rondonópolis. Eliane alerta que o agravante da situação é que as pessoas subestimam e não tratam a doença com a seriedade que deveriam, até mesmo no setor profissional.

Muitas vezes o diagnóstico que confunde a hanseníase com uma micose comum prejudica demais o tratamento do paciente. Esta mancha vai evoluindo e quando a pessoa vai nos procurar já apresenta um quadro agravado, muitas vezes com a perda total da sensibilidade de algum membro. Isto acontece principalmente com as crianças, onde a micose é muito comum, também por isso é fundamental este trabalho nas escolas, concluiu a gerente de ações programáticas.

Em nova oportunidade e com os dados nas mãos, os enfermeiros voltarão nas escolas no futuro para, com a autorização dos pais, marcar da sala de aula consultas para as crianças possivelmente infectadas em unidades de saúde do município.

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