Mais de 50 caminhoneiros passaram por avaliação médica e receberam orientações para terem saúde melhor. A ação da Secretaria Municipal de Saúde aconteceu na Logística Transportes Rodoviários no Distrito Industrial Vetorasso, das 10 manhã às 15 horas no pátio da empresa. O evento contou com churrasco, palestra sobre prevenção de acidentes com apoio da Polícia Rodoviária Federal e ações do Sest/Senat.
O gerente de Logística da empresa, Celso Cruz destacou que esta foi a primeira grande ação para que os caminhoneiros entendam a importância de cuidar da saúde, durante todo o ano, eventos menores serão realizados para proporcionar que os 1,5 motoristas tenham acesso às orientações dos profissionais. Queremos trazer os motoristas para a nossa realidade, devido à quantidade de acidentes estamos trabalhando na causa, ou seja, no motorista. Muitos deles não têm condições de procurar um médico para verificar a saúde, uma ação como esta oferece o serviço.
Os motoristas fizeram exame de glicemia, aferição da pressão arterial, fizeram o índice de massa corpórea, exame de pele de hanseníase, vacina de hepatite B e massagem relaxante. Os resultados que apresentaram alterações foram encaminhados para o médico José Felipe Horta Júnior que conversou com o paciente, avaliou a situação, medicou ou encaminhou para um especialista. Os casos mais comuns foram de diabetes alterada, 10% dos motoristas apresentavam índice de glicemia acima do recomendado, outros três apresentaram pressão alta.
José Carlos Gomes Queiroz, 46 anos, paranaense gostou da iniciativa. Durante a consulta tomou duas decisões, procurar um cardiologista e parar de fumar. A pressão dele estava alterada, segundo ele, o fato se repetiu pela segunda vez. O médico falou que preciso mudar a alimentação e fazer atividade física. Embora a rotina seja puxada, no volante de um caminhão por mais de 15 horas, José Carlos disse que vai se esforçar. Durante uma semana ele terá que monitorar a pressão e depois achar tempo para se exercitar.
Valdo César Mattozo, 31, também estava com a glicemia e a pressão altas. Ele conta que o problema de hipertensão é herança do pai, mas garante que vai se cuidar mais. Vou comprar o remédio receitado pelo médico e cuidar da alimentação, tenho que reduzir o sal. A gente tem que se cuidar senão a coisa fica feia.
Segundo José Horta, o problema é que os motoristas possuem uma vida difícil porque não comem nas horas certas, dormem pouco e trabalham sob forte tensão, devido ao stress e a periculosidade.