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ROTA GASTRONÔMICA

Cadastro de restaurantes na Rodovia do Peixe deve trazer parcerias para fomentar turismo

CORACY LIMA/ Gabinete de Comunicação Social

19/01/15 às 17:33

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Prefeitura propõe diagnóstico empresarial e concretização da rota gastronômica na região‏ | Roger Andrade

Melhorar a infraestrutura da rota gastronômica na MT 471 conhecida como Rodovia do Peixe - e capacitar os trabalhadores do segmento para garantir atendimento de qualidade e fomentar o turismo na região. Essa é a meta da secretária-chefe do Gabinete de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis, Stefânia Pasqualotto, que coordenou pessoalmente o serviço de cadastro de lanchonetes, conveniências e restaurantes, realizado na sexta-feira (16).

 Junto com o levantamento da estrutura de funcionamento de cada rancho, Stefânia Pasqualotto ouviu as reivindicações dos comerciantes e assumiu o compromisso de levá-las às autoridades competentes, inclusive ao Governo de Mato Grosso que tem a missão de desenvolver ações públicas nas margens da rodovia estadual. A secretária anunciou também a determinação do prefeito Percival Muniz de incrementar o segmento com a capacitação do pessoal, fomento e diagnóstico empresarial.

 Viemos até aqui saber como está a estrutura, entender quais são os problemas e as necessidades de cada comerciante e verificarmos o que podemos fazer para contribuir com as melhorias que devem resultar num atendimento de mais qualidade ao cliente. Reconhecemos que este é um setor que atrai o turista vindo do Estado e do país e também os frequentadores da região. E nosso interesse é desenvolver políticas públicas  para incrementar o turismo no local, defende a secretária.

 Stefânia Pasqualotto antecipou que alguns cursos devem ser realizados na própria região, como o de garçom e atendente. Outros precisam ser feitos na cidade. Dentre esses estão os de formação de preço e gestão. A gerente de Turismo da cidade, Melissa Tonsic aplicou o questionário elaborado para conhecer a realidade dos comerciantes da Rodovia do Peixe.

 Reivindicações

 Dificuldade de comunicação, falta de sinal para instalar máquinas de recebimento com cartão de crédito e constantes quedas de energia. Essas são as principais reclamações apresentadas pelos comerciantes da Rodovia do Peixe durante a visita da secretária Stefânia Pasqualotto que percorreu todos os estabelecimentos nas margens daquela via. Outra preocupação é com relação à necessidade de recuperação dos buracos na pista, sinalização de trânsito e mais segurança na localidade.

 Valdirene dos Santos Reis que mantém uma conveniência às margens da rodovia conta que começou o negócio familiar há cerca de dois anos e nenhuma das pessoas que atuam na empresa recebeu treinamento. Ela considera necessário fazer cursos de manipulação de alimentos e atendimento ao público. A conveniência funciona das 8 às 22 horas e emprega dez pessoas da família nos fins de semana. As portas são fechadas apenas nas quartas-feiras, dia de folga para todos.

 Stefânia Pasqualotto acrescenta que pode oferecer ainda o serviço de acompanhamento da empresa com o programa de diagnóstico empresarial que é desenvolvido em parceria com a Unic local. Dessa forma, explica a secretária, é possível saber como está a saúde financeira da empresa. Fazemos essa parceria técnica para ajudar os empresários a entenderem melhor o empreendimento e encontrar uma alternativa para melhorar a gestão, afirma.

 José Fraga de Moraes que atua junto com o filho Jander Cláudio de Moraes na administração do rancho com restaurante e chalés para hospedagem também acolheu com entusiasmo a iniciativa da secretária Stefânia Pasqualotto de realizar cursos de capacitação para os trabalhadores da rota de gastronomia. Mas, defende que o principal investimento no local deve ser para solucionar os problemas na área de comunicação e energia elétrica.

 Ele conta que em função das constantes quedas de energia, precisaram recorrer a baterias para garantir o funcionamento dos computadores. Com maior fluxo de clientes aos sábados, domingos e feriados o rancho administrado por pai e filho funciona das 7 às 19 horas e emprega a média de 14 pessoas nos fins de semana. Além dos 6 funcionários que atuam permanentemente, contratam garçons que vão da cidade e trabalham por diária.

 Na conversa com o empresário Laércio José de Lima, a secretária Stefânia Pasqualotto antecipou que o levantamento feito nos restaurantes da Rodovia do Peixe deve ser apresentado em reunião com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Seneri Paludo. O interesse é atrair o apoio do governo estadual para solucionar os principais problemas da região. Queremos entender como está a situação para formular novas parcerias e trabalhar para atender as necessidades dos comerciantes que atuam no local, comenta.

 Laércio administra o rancho próximo a um córrego com água cristalina, preparado para receber inclusive famílias com crianças. O empresário reclama da dificuldade causada pela falta de sinal para máquinas de cartão de crédito e mais presença da polícia, principalmente nos fins de semana.

 Águas quentes

 No balneário da Rodovia do Peixe, Stefânia Pasqualotto identificou que a principal dificuldade é a falta de mão-de-obra preparada para atendimento ao público. O complexo possui 12 funcionários fixos e amplia o número para até 20 nos fins de semana, com a contratação por diária. O líder José Feriani considera a proposta de realizar treinamento para o pessoal muito importante. Ele defende a necessidade da equipe aprender a armazenar alimentos e fazer a coleta seletiva do lixo.

 Apesar do complexo ter uma torre de sinal própria, Feriani avalia que a conexão com cartões de crédito é precária. Outra reclamação é com relação à falta de pavimentação da via de acesso. Ele conta que devido à poeira trazida pelo vento, a piscina precisa ser lavada constantemente.

 Remi Motter que mantém lanchonete, churrascaria e serviço de aluguel de barcos na Rodovia do Peixe aproveitou a visita da secretária para sugerir que as autoridades municipais desenvolvam ações para viabilizar a abertura dos sítios arqueológicos da Cidade de Pedra para visitação. Stefânia observou que o complexo faz parte de propriedade particular. Com 60 barcos de aluguel, o rancho de Remi Motter funciona das 6 às 19 horas, de terça-feira a domingo. O prato mais pedido é a galinha caipira ao molho.

 O casal Ana Paula da Silva e Carlos Botelho alugou um rancho às margens da rodovia para montar o próprio negócio há sete meses. Interessados em melhorar o serviço oferecido, eles aprovaram a iniciativa da secretária de capacitar o pessoal. Além da falta de mão-de-obra e problemas estruturais, eles reclamam dos prejuízos sofridos com as constantes quedas de energia. Ana Paula disse ter perdido um estoque de picolé depois de passar três dias sem energia na semana passada.

 Os comerciantes reclamam mais atenção também da Secretaria de Meio Ambiente do Estado Sema. O interesse é receber a orientação correta para fazer estoque de peixe no período da piracema. A variedade de pratos a base de peixe de rio atrai clientela durante toda semana. O restaurante abre às 10h30 para o almoço e oferece também o jantar. O funcionamento de quarta-feira a sábado é até as 22 horas e aos domingos até as 18 horas.

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