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CUIDADOS

Biólogo do CCZ alerta sobre os riscos de picadas de aranhas e escorpiões

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

10/11/14 às 17:38

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Aranhas e escorpiões, a época é propícia e o Centro de Controle de Zoonoses faz um alerta‏ | Ilustrativa

Com o início do período de chuvas, o crescimento do mato e o aumento da população de pequenos insetos, os moradores de muitos bairros de Rondonópolis começam a conviver com o surgimento de aranhas e escorpiões dentro das residências. De acordo com análise feita pelo biólogo do Centro de Controle de Zoonoses do Município CCZ, José Márcio da Silva, as maiores incidências são das espécies caranguejeiras, no caso das aranhas, e do escorpião vinagre, ambos desprovidos de veneno. Porém, outros gêneros já catalogados na cidade devem servir de alerta à população.

O biólogo ressalta que nos últimos dez anos foram registrados na saúde pública local, acidentes com algumas espécies e chama a atenção à necessidade das pessoas conhecerem os riscos. Em termos mais fáceis de entender, as aranhas que oferecem risco são aquelas que têm o abdômen de tamanho desproporcional ao restante do corpo. Ou seja, uma aranha barriguda é um risco considerável. Dois exemplos deste gênero são a viúva negra e a armadeira. No caso do escorpião, normalmente quanto menores eles forem mais perigosos. Outra característica importante é a ponta do rabo, se esta região tiver um ferrão o animal é peçonhento, explicou.

José Márcio disse que nos últimos dias já foi registrado o aparecimento de escorpiões e aranhas na Vila Goulart e no Residencial Granville, mas afirma não ser possível afirmar qual região possa ser considerada a mais propícia ao aparecimento destes tipos de animais em ambiente doméstico em Rondonópolis, apesar de ser mais constante nos novos bairros. Temos que ter o entendimento que fomos nós que invadimos o espaço deles com nosso progresso. Então uma família de insetos que vive em uma região que foi totalmente modificada pela chegada de moradias, certamente ainda permanecerá lá por muito tempo e vai sair em busca de alimentos em um raio muito maior, até pela modificação da paisagem. A presença deles é natural mas as pessoas podem evitar os acidentes se precavendo com telinhas nas portas e janelas.

Quanto a existência de recursos médicos no Município capazes de atender uma pessoa que tenha sido picada por um animal peçonhento, o biólogo afirma que a estrutura existe, no entanto, diz ser necessário uma procura rápida por parte do paciente. Tivemos um caso, em um passado recente, onde uma menina notou uma mancha roxa na pele, que coçava muito, e acabou só após três dias procurando ajuda. Quando chegou ao hospital, aquela parte do corpo já havia necrosado. Então, qualquer suspeita neste sentido, de uma mancha escura e inexplicável na pele, já deve servir para a pessoa procurar uma unidade de saúde. A maioria dos acidentes, seja pela picada ou até pelo contato com a urina do animal, ocorre à noite, quando a pessoa está dormindo. Com a intervenção rápida, o prejuízo é mínimo. Temos soro escorpiônico e aracnídeo no Hospital Regional e no Pronto Atendimento P.A., finaliza.

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