A fim
de sensibilizar os alunos, pais e professores sobre a hanseníase, uma equipe da
Secretaria Municipal de Saúde, coordenada pela gerente do Programa Saúde na
Escola, Jaqueline Damasceno, visitou a Escola Estadual André Antônio Maggi.
Segundo Jaqueline a atividade
da Secretaria de Saúde é uma parceria com o projeto de pesquisa do Instituto
Lauro Souza Lima, com o objetivo de identificar e tratar precocemente os casos
de hanseníase no município e entender a dinâmica de transmissão da doença e
ações de prevenção.
As crianças e adolescentes que
participarem deste estudo serão submetidos a coleta de sangue e exame clínico
por médicos e profissionais da saúde experientes, com a finalidade de
identificar pessoas com suspeita de hanseníase. Os procedimentos serão
realizados em ambiente seguro, com material descartável. Para que as crianças
realizem os exames e testes, os pais deverão autorizar um termo de
consentimento livre e esclarecido que nós disponibilizamos, explica a gerente.
Jaqueline completou afirmando
que Rondonópolis é uma área endêmica na questão de hanseníase, e desde o ano
passado já está sendo trabalhada essa questão com as crianças. Geralmente essa
faixa etária não apresenta os sintomas da doença, devido ao período de
incubação que é de oito anos. A estratégia então foi analisar inicialmente as
crianças, pois se elas estiverem doentes, provavelmente alguém da casa também
está. A doença para ser transmitida necessita de um longo período de convivência,
então você conseguindo detectar cedo nessa criança, corta a cadeia de
transmissão.
As crianças que tiverem
suspeita serão encaminhados ao ambulatório de dermatologia do Centro de
Especialidades e Apoio Diagnóstico Albert Sabin (Ceadas) para confirmar ou
descartar o diagnóstico. Os familiares das crianças e adolescentes com a doença
confirmada serão convidados para irem ao ambulatório de dermatologia para serem
examinados.
O trabalho da equipe irá
contemplar também a Escola Municipal Alcides Pereira Santos, Escola Estadual
Odorico Leocádio da Rosa, Escola Estadual Maria Lima Cadidé e Escola Estadual
Maria Elza. A meta é que os exames sejam realizados em aproximadamente 70% das
crianças de cada escola visitada.