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AGRICULTURA FAMILIAR

Assentados têm prazo até o dia 28 para negociar dívidas e irregularidades

CORACY LIMA - Redação/Ascom

14/03/13 às 19:25

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Renato Mendes foi a Cuiabá defender interesses dos assentados e trouxe Juarez Fiel a Rondonópolis | MATUSALEM TEIXEIRA

O projeto de promover a regularização de pequenos produtores assentados desencadeado por Renato Mendes responsável pela Agricultura Familiar em Rondonópolis teve início nesta quinta-feira (14) durante a reunião de um grupo representativo com o secretário-adjunto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, Juarez Fiel Alves, e o gerente local da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural Empaer, Joaquim Santiago, além de representantes do Banco do Brasil e técnicos locais.

Renato Mendes alerta que a regularização tanto dos casos de inadimplência junto ao Banco da terra quanto de título da área junto ao Governo do Estado assegura às famílias assentadas mais crédito para investimento na pequena produção. Ela calcula que existem cerca de 150 famílias com problemas neste sentido. Nosso objetivo é conseguir regularizar a situação de todas essas famílias de assentados. Dessa forma todas elas voltam a ter acesso ao crédito, reforça.

Juarez Fiel fez questão de esclarecer que quem deixar de assinar o protocolo de negociação junto ao Banco do Brasil ou à Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar Sedraf até o dia 28 de março perde a oportunidade de fazer novos financiamentos. Quem deixar de assinar o protocolo até essa data está fora. Precisamos organizar os assentamentos e este é um momento rico para quem quer ficar na terra. É hora de corrigirmos os erros e deixar o passado para traz, argumenta.

Joaquim Santiago chamou a atenção para a necessidade de cada um dos presentes colaborarem com a negociação. O presidente do sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondonópolis, Valdivino Tomaz de Aquino, aponta como um dos fatores responsáveis pela situação de irregularidade dos assentados a prática de algumas lideranças políticas ludibriarem as famílias em troca de voto. Muitos foram enganados com a idéia de que não precisariam pagar nada pela terra, relata.

Outros agricultores, acrescenta o sindicalista, não conseguiram desenvolver uma produção contínua e suficiente para honrar os compromissos junto ao banco e ao governo. Na sua opinião, o desconhecimento sobre as tecnologias também interferiram na renda familiar nos assentamentos. diante da revolução verde, a falta de assistência técnica também pesou. Ele classifica a negociação como uma oportunidade para o pequeno produtor consolidar a dívida. É uma luz que surge no caminho deles, avalia.

 

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