A frente
de trabalho formada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente Semma, Defesa
Civil, Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis - Coder e Secretaria de
Habitação, que desde 2013 vem fazendo a remoção de famílias ribeirinhas, de
áreas de risco e de áreas de preservação permanente APP, está prestes a
finalizar toda a liberação da margem do córrego Arareau, pela Rua H, no bairro
Jardim Paulista. Nesta semana, trabalhadores isolaram um local onde viviam
cerca de 20 famílias, que recentemente foram remanejadas para novos
residenciais que estão sendo construídos em outras localidades.
De acordo
com o secretário de Meio Ambiente de Rondonópolis, Lindomar Alves, ainda
existem seis famílias morando nas proximidades do córrego Arareau no Jardim
Paulista. Ele, porém, assegura que nos próximos meses estas pessoas devem ser
remanejadas e as margens do córrego no bairro totalmente liberada. Alves diz
que a ação faz parte de uma correção da formação urbana, que por vários motivos
foi feita sem muito planejamento em alguns bairros.
Esta
ocupação residencial, feita no passado no Jardim Paulista, foi um dos locais
que resolvemos intervir, em virtude de se tratar de uma APP. Em vários outros
locais da cidade também existiam casos parecidos, mas considero que muita coisa
foi resolvida nesta gestão. Fazemos a abordagem das famílias, as amparamos e
uma nova residência é preparada para elas. Logo que saem, demolimos a casa e
cercamos o local, não só para evitar que depositem lixo, mas também para que
novas invasões não ocorram, explica o secretário de Meio Ambiente.
O
secretário de Habitação, Roberto Carlos de Carvalho, confirma que até o momento
a atual gestão já removeu cerca de 300 famílias que moravam às margens de
córregos e rios, para outros bairros. Até o ano que vem, segundo Carvalho, a
projeção é entregar mais de 500 casas para ribeirinhos.
O
prefeito Percival Muniz determinou a criação deste remanejamento habitacional e
nós atendemos até o momento estas famílias com residências no Antônio
Geraldini, Padre Lothar, Dom Osório e vários outros bairros. No entanto, o
Município tem agora 200 casas no Dona Fiúca, 150 no Magnólia e 160 no Padre
Miguel, que serão especificamente para esta demanda. Com isso creio que
poderemos dar espaço para o processo de reflorestamento da beira de nossos rios
e córregos, além de garantir segurança e mais qualidade de vida para estas
pessoas, salientou Roberto.