A Procuradoria da Prefeitura de Rondonópolis ingressou, nesta
sexta-feira (18), com uma medida judicial de busca e apreensão para reaver
todos os objetos de propriedade do Instituto Municipal de Previdência Social dos
Servidores de Rondonópolis (Impro). O instituto de previdência teve toda a sua
diretoria afastada, nesta quinta-feira (17), após um decreto de intervenção de
180 dias do prefeito Zé Carlos do Pátio.
Segundo o procurador-geral do município,
Anderson Godoy, a Prefeitura entrou com a ação judicial tendo em vista a
atitude ilegal praticadapelo diretor afastado, Roberto Carlos Correa de
Carvalho, sendo que ele determinou a sspensão do expediente do Impro levando
consigo todas as chaves das portas da sede e do veículo. Além disso, se negou a
repassar as senhas de todos os computadores para a interventora nomeada, a
servidora aposentada Maria de Fátima Rezende.
Com isso, o procurador-geral destacou que a
Prefeitura teve que exercer o poder de Polícia Administrativa, usando um chaveiro
para abrir as portas da sede do Impro.
O Poder Executivo teve de agir dessa forma
porque o diretor afastado desobedeceu as determinações contidas no decreto de
intervenção, lembrou Godoy.
Para ele, a atitude do gestor afastado coloca em risco o pagamento
do salário dos aposentados e pensionistas, pois a folha salarial já estava em
processamento.
O procurador ainda lembra que a Prefeitura buscou, a todo
instante, promover uma intervenção de forma pacífica e harmoniosa. No entanto,
os gestores afastados se negam a cumprir o decreto e promover a transição para
a interventora.
Motivos da intervenção
A Prefeitura esclarece que tem o dever e o poder de apurar
qualquer situação anormal no Instituto Municipal de Previdência Social dos
Servidores de Rondonópolis (Impro).
A intervenção determina o afastamento cautelarmente dos
atuais ocupantes dos cargos de direção e gerência do Impro e também suspende as
atribuições do conselho curador, fiscal e do comitê de investimento do Impro.
A Prefeitura também destaca que em 2014 já tinha pedido a
intervenção do instituto. Em 2018 o Sispmur reiterou o pedido. Além disso,
também existe uma ação de improbidade contra o Impro em decorrência da operação
da Polícia Federal Encilhamento, em que houve busca e apreensão de documentos
e equipamentos do Impro. Outro motivo foi que, apesar da operação, não foi
tomada nenhuma providência interna para apuração dos fatos e responsabilização.