Apoiar o Estado e o Município nas ações do
Programa de Saúde Mental, trabalhar para ampliar a Rede de Apoio Psicossocial
Raps e ajudar a desenvolver dentro dela o Plano Crack é Possível Vencer.
Estas são as missões do apoiador do Ministério da Saúde, Thiago Pithon, que
visitou as unidades de Rondonópolis nesta terça-feira (25). Responsável pelos
Estados de Mato Grosso e Tocantins, ele realiza visitas depois as unidades do
Programa de Saúde Mental em Cuiabá e Várzea Grande.
No período da manhã Thiago Pithon visitou o
Hospital Psiquiátrico Paulo de Tarso e à tarde se reuniu com a equipe do Centro
de Apoio Psicossocial Caps Infantil e depois com a do Caps AD que cuida de
adultos com problemas de álcool e outras drogas. Neste primeiro encontro o apoiador
se apresentou e conheceu os profissionais e a estrutura das unidades locais. A
expectativa é fazer visitas periódicas, uma vez por mês, para repassar
informações e contribuir com a organização.
Thiago Pithon explica que as ações do Governo
Federal voltadas para os dependentes químicos têm como principal meta respeitar
os direitos da pessoa usuária de drogas. Ele avalia que com o reconhecimento
dos direitos dessas pessoas e a garantia de que possam ter voz, junto com a
família, elas podem aprender a se cuidar melhor e ter menos danos à saúde. A
política ideal é a de permitir que essas pessoas possam escolher como deve ser
o tratamento. E o interesse é atingir o maior número de pessoas, afirma.
Os principais componentes do programa nacional,
acrescenta Pithon, são cuidado, educação e autoridade que dependem da união dos
segmentos de Saúde, Assistência e Justiça. As ações são acompanhadas pelos
Ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social e Justiça, além da Casa Civil. A
comunidade deve ser beneficiada com abertura de leitos e implantação do
Caps-AD3, infantil e adulto. Precisamos ampliar o acesso ao cuidado e ao
tratamento de qualidade, defende.
Rhafaela Monteiro psicóloga coordenadora do
Programa de Saúde mental do Município, anuncia que Rondonópolis está no momento
de implantação da Raps e precisa disponibilizar para a comunidade uma unidade
de acolhimento para adulto que já conta com projeto aprovado; um Caps-AD3 com
funcionamento 24 horas diárias e alguns leitos de observação, para atender às
pessoas com problemas com álcool e outras drogas; além de habilitar serviços
hospitalares para pessoas que tenham transtorno decorrentes dessas drogas ou
não.
Na opinião da gestora, o mais necessário é
promover a mudança cultural e passar a ver a importância do cuidado e do
respeito aos direitos da pessoa usuária de drogas. Thiago Pithon, que assumiu a
missão de apoiador de Mato Grosso e Tocantins recentemente, trabalha para
aproximar a coordenação das ações locais.