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SAÚDE MENTAL

Apoiador visita unidades de Rondonópolis com missão de ampliar acesso ao cuidado

CORACY LIMA/ Gabinete de Comunicação Social

25/02/14 às 18:54

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Ministério da Saúde envia apoiador de ações de saúde mental para conhecer a estrutura do programa em Rondonópolis‏ | Matusalem Teixeira

Apoiar o Estado e o Município nas ações do Programa de Saúde Mental, trabalhar para ampliar a Rede de Apoio Psicossocial Raps e ajudar a desenvolver dentro dela o Plano Crack é Possível Vencer. Estas são as missões do apoiador do Ministério da Saúde, Thiago Pithon, que visitou as unidades de Rondonópolis nesta terça-feira (25). Responsável pelos Estados de Mato Grosso e Tocantins, ele realiza visitas depois as unidades do Programa de Saúde Mental em Cuiabá e Várzea Grande.

No período da manhã Thiago Pithon visitou o Hospital Psiquiátrico Paulo de Tarso e à tarde se reuniu com a equipe do Centro de Apoio Psicossocial Caps Infantil e depois com a do Caps AD que cuida de adultos com problemas de álcool e outras drogas. Neste primeiro encontro o apoiador se apresentou e conheceu os profissionais e a estrutura das unidades locais. A expectativa é fazer visitas periódicas, uma vez por mês, para repassar informações e contribuir com a organização.

Thiago Pithon explica que as ações do Governo Federal voltadas para os dependentes químicos têm como principal meta respeitar os direitos da pessoa usuária de drogas. Ele avalia que com o reconhecimento dos direitos dessas pessoas e a garantia de que possam ter voz, junto com a família, elas podem aprender a se cuidar melhor e ter menos danos à saúde. A política ideal é a de permitir que essas pessoas possam escolher como deve ser o tratamento. E o interesse é atingir o maior número de pessoas, afirma.

Os principais componentes do programa nacional, acrescenta Pithon, são cuidado, educação e autoridade que dependem da união dos segmentos de Saúde, Assistência e Justiça. As ações são acompanhadas pelos Ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social e Justiça, além da Casa Civil. A comunidade deve ser beneficiada com abertura de leitos e implantação do Caps-AD3, infantil e adulto. Precisamos ampliar o acesso ao cuidado e ao tratamento de qualidade, defende.

Rhafaela Monteiro psicóloga coordenadora do Programa de Saúde mental do Município, anuncia que Rondonópolis está no momento de implantação da Raps e precisa disponibilizar para a comunidade uma unidade de acolhimento para adulto que já conta com projeto aprovado; um Caps-AD3 com funcionamento 24 horas diárias e alguns leitos de observação, para atender às pessoas com problemas com álcool e outras drogas; além de habilitar serviços hospitalares para pessoas que tenham transtorno decorrentes dessas drogas ou não.

Na opinião da gestora, o mais necessário é promover a mudança cultural e passar a ver a importância do cuidado e do respeito aos direitos da pessoa usuária de drogas. Thiago Pithon, que assumiu a missão de apoiador de Mato Grosso e Tocantins recentemente, trabalha para aproximar a coordenação das ações locais.

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