top
Início do conteúdo

MEMÓRIAS

Alunos expõem trabalhos sobre a história da cidade

Patrícia Casali/ Gabinete de Comunicação Social

01/12/14 às 13:45

None
Os próprios alunos fizeram a pesquisa, detalhando nas apresentações cada época, a cultura e a economia da cidade | assessoria

O projeto sobre a história de Rondonópolis despertou a curiosidade da escola Professora Gildázia Souza Pirozzi. A proposta foi levada à escola pela formanda em História pela Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, Alexandra Pimentel, e encantou os alunos, como a pequena Jaqueline Aparecida Leres da Silva, do 5º ano.

Jaqueline sabe como o povoamento da cidade começou e conta detalhes da construção do Casario, hoje ponto turístico. As telhas foram moldadas nas coxas das pessoas com barro e o piso foi feito em forminhas. As janelas e as portas são pequenas porque na época não tinha muito material de construção por aqui.

Todos os detalhes foram aprendidos durante uma visita ao local onde funcionava a primeira pensão da cidade e, também, ao ponto de travessia do rio Vermelho, que era feita por uma balsa.  Quando a balsa afundava, as pessoas tinham que salvar a comida, o sal e o que dava para não perder, porque aqui tinha pouca coisa e podia fazer falta depois, conta Jaqueline se referindo ao modo como as mercadorias chegaram e as privações sofridas.

A história da cidade foi conhecida por todos os alunos. Eles próprios fizeram a pesquisa, detalhando cada época e como eram a cultura e a economia. Até mesmo a passagem da linha do telégrafo e o nome em homenagem ao Marechal Rondon foram fontes de pesquisa.

A proposta foi ainda mais detalhada. A escola e a historiadora querem deixar registrada a história não oficial da cidade, como por exemplo, a vinda da família do senhor José Rodrigues em 1902 e a influência nos fatos da época. A linha do telégrafo não era para passar aqui, era para ser em Jarudore. Mas, por influência de Zé Rodrigues é que houve um pequeno desvio de rota, conta Alexandra.

Nos painéis, tudo foi ilustrado e até o trem foi parar num banner enorme na escola ao lado da antiga balsa. A entrevista com a pioneira Vera Lúcia Pereira Barros, 59 anos, também foi apresentada, assim como, as pinturas feitas por ela usando materiais que encontra no lixo. A receita do doce de caju, que está sendo inventariada também entrou na aula e os alunos se debruçaram sobre os detalhes de como fazer o doce típico da região.

Se eles gostaram? Os olhos fixos na tela e a atenção nas explicações não deixam dúvidas. A diretora lembra que a escola trabalha com projetos, e este terá desdobramento no próximo ano, com a visita na aldeia Tadarimana.

Já temos projetos de matemática e linguagens e queríamos intensificar os trabalhos na área de ciências sociais, ele veio contribuir com a escola no momento certo. Além disso, as crianças aprendem mais assim, descobrindo coisas novas e pesquisando, declarou.

O evento contou com a participação e o envolvimento da comunidade. Pela manhã, as crianças ainda receberam doações de livros da historiadora Luci Léa Tesoro, autora de um livro sobre a história de Rondonópolis.

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência de navegação dos usuários. Ao continuar a navegar neste site, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Chat EVA - Assistente Virtual