Alunos da Escola Professora Gildázia Souza Pirozzi foram comprar
produtos feitos por eles mesmos, muitos de materiais recicláveis, depois de
descontarem os cheques que receberam como pagamento pelo conhecimento acumulado
nos últimos três meses em matemática. Este foi o resultado do projeto
Matemática Contextualizada na Formação de Cidadãos: Raciocínio Espacial e a
Geometria de Cada Dia desenvolvido pelos alunos da pré-escola ao 6º ano do 2º
Ciclo.
A aula diferente também contou com apresentação de música e poesia,
mural com os trabalhos e produções de textos e também com protótipo de uma
cidade construída pelos próprios alunos. Todos os trabalhos tinham por objetivo
proporcionar o ensino de geometria e de matemática.
A proposta pedagógica na qual a matemática e o tema abordado neste ano,
a geometria, são ensinados de forma diferenciada para os alunos contou com
trabalhos desenvolvidos em conjunto com outras disciplinas: artes, língua
portuguesa, ciências e geografia.
A aluna do 6º ano do Ensino Fundamental, Ludmila Antoniele Alencar
contou com R$ 38,00 ganhos no projeto, sendo R$ 12,00 no cheque e outros R$
26,00 nos desafios da Matemática. Depois de trocar o cheque por dinheiro
(cédulas feitas na própria escola) comprou no mercadinho um caderno novo, um porta
trecos, um marcador e outros objetos. De troco ainda recebeu R$ 2,00 a serem
gastos mais tarde. Gosto como a escola trabalha. Neste ano aprendemos as
formas geométricas, destacou, lembrando que as aulas foram atrativas e que
gostou muito de participar de todas as atividades.
A professora de matemática Esmeralda Risalter de Lima Miranda destaca
que o trabalho não é exclusivo da disciplina que ela trabalha, mas é em
conjunto com outras disciplinas sempre visando a aprendizagem do aluno. A
matemática também é trabalhada com leitura e interpretação. Então, o resultado
é da escola que propicia projetos diferentes de aprendizagem. Sempre procuramos
trazer coisas novas para a sala de aula. Trabalhamos com o concreto, muitas
vezes confeccionamos os materiais para as aulas e os alunos e gostam, constroem
junto e participam, explicou.
De acordo com ela, os alunos que não acompanham as aulas recebem aulas
de reforço que pode ser com o professor de matemática ou outro profissional que
trabalhará para que ele volte a acompanhar a turma.
O trabalho em equipe da escola tem surtido resultados que podem ser
observados no avanço do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de
matemática, que era 10% em 2007, 15% em 2009 e 34% em 2011. A escola aguarda a
divulgação do novo índice que ocorrerá nos próximos dias para verificar quanto
avançou no último ano. A expectativa é positiva.