O segundo encontro da Formação de Gestores na rede municipal de
ensino teve como foco a reflexão sobre os cuidados das instituições no processo
de ofertar educação de qualidade, levando em consideração as transformações que
essa educação teve ao longo dos tempos. O trabalho foi orientado pela
professora doutora em Educação, Ordália Alves de Almeida, da Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Segundo
ela, o profissional que trabalha na educação do aluno deve
conhecer toda a legislação que rege a educação no país, assim como,
os direitos da criança. A criança precisa ser vista como cidadã que para ser
educada tem que estar saudável e com todos os direitos garantidos. Ainda
ressalta que diante da lei da Educação Básica o processo de ensino precisa ser
articulado dentro da unidade escolar desde a educação infantil até o ensino
médio.
Ordália
ressalta que o profissional que trabalha com a criança tem que educá-la para o
mundo e motivá-la a viver e conhecer este mundo, de forma que o mesmo passe a
fazer sentido para ela. Nós estamos desenvolvendo a ideia de que a
infância é uma categoria histórica, pois vai se constituindo ao longo do tempo
e se transformando. Não tem como falar de uma concepção única de infância
porque as crianças são aquelas que essencialmente vivem a infância, e cada uma
delas tem suas singularidades com formas diferentes de enxergar o mundo e
subtrair dele o conhecimento. Trabalhar essas diferenças é o desafio dos
profissionais que devem pensar a educação hoje, atualizando seus modos de
trabalho.
Trabalhar de forma coletiva e específica cada área do conhecimento
proporcionando aos alunos diversas formas de aprendizado que vai desde a forma
tradicional até através de brincadeiras pode ser o caminho para conseguir
atingir melhores índices na educação. Fomentar o brincar nas crianças, segundo
Ordália, abre um novo leque de possibilidades, em que as crianças praticam a autonomia
e independência brincando.
Ela
lembra que até mesmo a disposição das carteiras nas salas de aula em filas e os
alunos de frente para os professores são indicadores de uma educação
tradicional baseada na disciplina e não interação entre os alunos. A quebra
deste modelo pode proporcionar às crianças um ambiente mais criativo, com maior
contato entre elas, mais comunicação e, sendo assim, maior socialização.
A doutora
chamou a atenção dos profissionais para refletirem sobre estas práticas e como
elas acontecem nas escolas e solicitou que haja uma reflexão entre a teoria (as
leis e o que elas regem) e a prática (a vivência na sala de aula) lembrando que
este é o momento de analisar que tipo de educação está sendo ofertado pela
instituição de ensino e se ela está sendo trabalhada na escola
em conjunto em todos os níveis desde a educação infantil, passando pelo
ensino fundamental e médio.
O
conhecimento e a aplicação das políticas públicas são de suma importância para
o desenvolvimento da instituição, elas dão suporte para a realização do todo o
processo dentro da unidade, conhecer o conjunto de leis, normas e
consequentemente os programas que são desenvolvidos no âmbito do Governo
Federal é o princípio que norteia uma educação de qualidade, voltada a construção
da autonomia moral dessas crianças, e isso se dá no cotidiano das instituições
educativas, mas para que esse processo aconteça as os gestores precisam se
apropriar dessas políticas e desenvolvê-las a contento.