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EDUCAÇÃO

Aluno deve ser educado para interagir com o mundo, defende Ordália

Patrícia Casali e Bianca Oliveira/ Assessoria de Comunicação

09/04/15 às 15:06

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Educação- encontro leva à reflexão sobre‏ | Assessoria

O segundo encontro da Formação de Gestores na rede municipal de ensino teve como foco a reflexão sobre os cuidados das instituições no processo de ofertar educação de qualidade, levando em consideração as transformações que essa educação teve ao longo dos tempos. O trabalho foi orientado pela professora doutora em Educação, Ordália Alves de Almeida, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Segundo ela, o profissional que trabalha na educação do aluno deve conhecer toda a legislação que rege a educação no país, assim como, os direitos da criança. A criança precisa ser vista como cidadã que para ser educada tem que estar saudável e com todos os direitos garantidos. Ainda ressalta que diante da lei da Educação Básica o processo de ensino precisa ser articulado dentro da unidade escolar desde a educação infantil até o ensino médio.

Ordália ressalta que o profissional que trabalha com a criança tem que educá-la para o mundo e motivá-la a viver e conhecer este mundo, de forma que o mesmo passe a fazer sentido para ela.  Nós estamos desenvolvendo a ideia de que a infância é uma categoria histórica, pois vai se constituindo ao longo do tempo e se transformando. Não tem como falar de uma concepção única de infância porque as crianças são aquelas que essencialmente vivem a infância, e cada uma delas tem suas singularidades com formas diferentes de enxergar o mundo e subtrair dele o conhecimento. Trabalhar essas diferenças é o desafio dos profissionais que devem pensar a educação hoje, atualizando seus modos de trabalho.

            Trabalhar de forma coletiva e específica cada área do conhecimento proporcionando aos alunos diversas formas de aprendizado que vai desde a forma tradicional até através de brincadeiras pode ser o caminho para conseguir atingir melhores índices na educação. Fomentar o brincar nas crianças, segundo Ordália, abre um novo leque de possibilidades, em que as crianças praticam a autonomia e independência brincando.

Ela lembra que até mesmo a disposição das carteiras nas salas de aula em filas e os alunos de frente para os professores são indicadores de uma educação tradicional baseada na disciplina e não interação entre os alunos. A quebra deste modelo pode proporcionar às crianças um ambiente mais criativo, com maior contato entre elas, mais comunicação e, sendo assim, maior socialização.

A doutora chamou a atenção dos profissionais para refletirem sobre estas práticas e como elas acontecem nas escolas e solicitou que haja uma reflexão entre a teoria (as leis e o que elas regem) e a prática (a vivência na sala de aula) lembrando que este é o momento de analisar que tipo de educação está sendo ofertado pela instituição de ensino e se ela está sendo trabalhada na escola em conjunto em todos os níveis desde a educação infantil, passando pelo ensino fundamental e médio.

O conhecimento e a aplicação das políticas públicas são de suma importância para o desenvolvimento da instituição, elas dão suporte para a realização do todo o processo dentro da unidade, conhecer o conjunto de leis, normas e consequentemente os programas que são desenvolvidos no âmbito do Governo Federal é o princípio que norteia uma educação de qualidade, voltada a construção da autonomia moral dessas crianças, e isso se dá no cotidiano das instituições educativas, mas para que esse processo aconteça as os gestores precisam se apropriar dessas políticas e desenvolvê-las a contento.

 

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