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EM DEFESA DO RIM

Ação volante da Nefrologia na Praça dos Carreiros recolhe mais de 200 amostras

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

11/03/15 às 17:52

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Dia Mundial do Rim- hoje foi dia de fazer exames na Praça dos Carreiros‏ | Matusalem Teixeira

Enfermeiros especializados do Centro de Nefrologia Municipal atenderam e colheram o sangue para análise de 210 pessoas na manhã desta quarta-feira (11), em uma ação volante e de busca ativa na Praça dos Carreiros. Em um stand, os profissionais abordaram quem passou pelo centro da cidade para alertar sobre os riscos da Doença Renal Crônica DRC, que muitas pessoas são portadoras e ainda não sabem. Após uma triagem rápida, os pacientes realizaram as coletas.  

De acordo com o responsável técnico pelo Centro e coordenador da ação, Vandeberg Rodrigues de Almeida, o primeiro foco do trabalho é o preventivo, alertando a população às pequenas mudanças no hábito de vida que podem ser fundamentais para a conservação dos rins. O cidadão que passou pela Praça e pela análise técnica faz parte de qualquer grupo de risco, aproveitou para fazer os exames e verificar os níveis de creatinina e proteína no corpo.

A DRC é uma doença extremamente perigosa porque é lenta e progressiva. Para ser prático, ela não apresenta sintomas, a não ser quando já está em fase aguda. Clinicamente, a insuficiência dos rins é dividida em cinco estágios de evolução e as dores só surgem quando a pessoa já está no estágio quatro ou até no cinco, onde fica quase que inevitável a hemodiálise. Por isso  estamos lutando para que a consciência popular em buscar saber sobre os níveis de creatinina e proteína, precocemente, aumente. No começo, é possível controlar apenas com medicamento, alerta Almeida.

A metodologia utilizada para diagnóstico de risco, segundo Vandeberg, obedece a sete questionamentos básicos ao paciente que definirá se ele é um indivíduo em potencial para desenvolvimento da DRC ou não. Temos de saber se a pessoa: fuma, é hipertensa, sofre com diabetes mellitus, se está acima do peso, se tem mais de 50 anos, se há casos de DRC na família e se tem problemas no coração ou nos vasos das pernas. Se a resposta for sim ao menos para duas destas questões, esta pessoa tem de ter um acompanhamento muito de perto da sua saúde para eventualmente não deixar a insuficiência renal se desenvolver, avalia.

O mesmo trabalho feito na Praça dos Carreiros será montado na sede da prefeitura, conforme adianta o responsável técnico, nesta quinta-feira (12), em período vespertino para atender contribuintes e servidores. Vandeberg ressalta que esta semana é especial e que a meta do Centro de Nefrologia é fazer as pessoas acordarem para a importância do cuidado com seus rins. Amanhã (12) é o Dia Mundial do Rim. Temos de fazer as pessoas se habituarem com este tema, pautar conversas e elevar os índices de diagnóstico e tratamento precoce. Ou então os maus hábitos de vida atual podem fazer crescer ainda mais o percentual de 10% que hoje representa o número de pessoas com DRC entre a população mundial, concluiu Vandeberg.

 

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