Enfermeiros
especializados do Centro de Nefrologia Municipal atenderam e colheram o sangue
para análise de 210 pessoas na manhã desta quarta-feira (11), em uma ação
volante e de busca ativa na Praça dos Carreiros. Em um stand, os profissionais
abordaram quem passou pelo centro da cidade para alertar sobre os riscos da
Doença Renal Crônica DRC, que muitas pessoas são portadoras e ainda não
sabem. Após uma triagem rápida, os pacientes realizaram as coletas.
De acordo
com o responsável técnico pelo Centro e coordenador da ação, Vandeberg
Rodrigues de Almeida, o primeiro foco do trabalho é o preventivo, alertando a
população às pequenas mudanças no hábito de vida que podem ser fundamentais
para a conservação dos rins. O cidadão que passou pela Praça e pela análise
técnica faz parte de qualquer grupo de risco, aproveitou para fazer os exames e
verificar os níveis de creatinina e proteína no corpo.
A DRC é
uma doença extremamente perigosa porque é lenta e progressiva. Para ser
prático, ela não apresenta sintomas, a não ser quando já está em fase aguda.
Clinicamente, a insuficiência dos rins é dividida em cinco estágios de evolução
e as dores só surgem quando a pessoa já está no estágio quatro ou até no cinco,
onde fica quase que inevitável a hemodiálise. Por isso estamos lutando
para que a consciência popular em buscar saber sobre os níveis de creatinina e
proteína, precocemente, aumente. No começo, é possível controlar apenas com
medicamento, alerta Almeida.
A
metodologia utilizada para diagnóstico de risco, segundo Vandeberg, obedece a
sete questionamentos básicos ao paciente que definirá se ele é um indivíduo em
potencial para desenvolvimento da DRC ou não. Temos de saber se a pessoa:
fuma, é hipertensa, sofre com diabetes mellitus, se está acima do peso, se tem
mais de 50 anos, se há casos de DRC na família e se tem problemas no coração ou
nos vasos das pernas. Se a resposta for sim ao menos para duas destas questões,
esta pessoa tem de ter um acompanhamento muito de perto da sua saúde para
eventualmente não deixar a insuficiência renal se desenvolver, avalia.
O mesmo
trabalho feito na Praça dos Carreiros será montado na sede da prefeitura,
conforme adianta o responsável técnico, nesta quinta-feira (12), em período
vespertino para atender contribuintes e servidores. Vandeberg ressalta que esta
semana é especial e que a meta do Centro de Nefrologia é fazer as pessoas
acordarem para a importância do cuidado com seus rins. Amanhã (12) é o Dia
Mundial do Rim. Temos de fazer as pessoas se habituarem com este tema, pautar
conversas e elevar os índices de diagnóstico e tratamento precoce. Ou então os
maus hábitos de vida atual podem fazer crescer ainda mais o percentual de 10%
que hoje representa o número de pessoas com DRC entre a população mundial,
concluiu Vandeberg.