Alunos do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de
Mato Grosso UFMT e da Unic Rondonópolis se reúnem com a secretária de Saúde
do Município, Marildes Ferreira, para defender projetos de extensão que
desenvolvem a busca de casos de hanseníase na comunidade local. Os acadêmicos
da UFMT vão defender a continuidade da parceria no Projeto Diagnóstico é a
Solução que mereceu destaque com a publicação de um artigo na Revista
Participação da Universidade de Brasília UnB. Os estudantes da Unic vão
apresentar o Projeto Buscar.
Os universitários participam da reunião, acompanhados dos
coordenadores dos Cursos de Enfermagem nas duas instituições, além do enfermeiro
responsável pelo Programa de Hanseníase e Tuberculose no Município, Lourenço
Ribeiro da Cruz Neto, que é o idealizador do programa da UFMT, criado em 2009.
A iniciativa tem a parceria da entidade alemã
DAHW.
Lourenço Neto conta que 20 alunos da UFMT já participaram do
programa que é tema do artigo acadêmico publicado na revista de circulação
nacional. Desse total, pelo menos cinco pessoas se destacam nas ações de busca,
identificação e tratamento de casos de hanseníase. O enfermeiro lembra que em
2009 o grupo trabalhou principalmente na Vila Olinda, onde já haviam 11 casos
da doença em tratamento. E o número de pacientes dobrou com o trabalho dos
estudantes.
Os alunos do Programa Diagnóstico é a Solução da UFMT atuam
nos bairros onde a Secretaria de Saúde desenvolve mutirões de busca da
hanseníase. Lourenço Neto conta que o grupo começa a trabalhar antes do evento,
com visitas domiciliares e palestra de orientação sobre a hanseníase. As
pessoas que apresentam sintomas característicos são convidadas a participar do
mutirão para fazerem o exame de pele. Depois os alunos acompanham essa
atividade.
No Projeto Buscar da Unic, os futuros enfermeiros se dedicam
a acompanhar as ações do mutirão e observar os procedimentos adotados pelos
profissionais envolvidos, além de estudar a história, os sintomas e o
tratamento da doença. Lourenço vai oferecer duas palestras aos acadêmicos que
servem para orientar e despertar o interesse pelo tratamento da hanseníase. Ele
explica que a equipe da Secretaria de Saúde é colaboradora nos projetos de
extensão.