Um mercado ainda pouco explorado mas que pode ser
muito rentável e se tornar uma boa alternativa de renda para os pequenos
produtores de Rondonópolis é o de
plantas medicinais e fitoterápicos. A promotoria de Agricultura do
município buscou parcerias para viabilizar o projeto. Segundo o Instituto
Brasileiro de Plantas Medicinais, o setor movimenta, em média, 500 milhões de
dólares por ano.
Atento a esse mercado, pensando na qualidade de
vida da população e em oferecer mais uma alternativa de renda para os pequenos
produtores é que a Promotoria de Agricultura buscou parcerias para aproveitar
esse nicho de mercado. Estamos viabilizando o projeto, o valor é de R$ 200 mil
que serão investidos na compra dos equipamentos e inicialmente vamos trabalhar
com dois engenheiros agrônomos para dar assistência e, a medida que for aumentado o número de interessados,
vamos disponibilizar mais profissionais, orientou Renato Mendes, Promotor de
Agricultura.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura- Unesco
das 150 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão em terras brasileiras.
Rondonópolis tem terras férteis, aqui não se tem geada e até quando falta
chuva esse tipo problema pode ser resolvido com irrigação, temos um bom e
rentável mercado a ser explorado, afirma Mendes.
O promotor de Agricultura explica que serão catalogadas
50 famílias para fazer parte do projeto e cada propriedade deve ter de dois a
três canteiros, espaço suficiente para produzir muitas folhas, para uma
quantidade grande de medicamentos.
A dipirona é um analgésico e antitérmico,
considerado um dos medicamentos mais utilizados no Brasil, o nome científico é
Achillea millefolium, uma planta de onde são retirados os princípios ativos
para fabricação do medicamento, assim com o anador e a novalgina, plantas que
podem ser cultivadas e aproveitadas pela farmácia de manipulação do município.
Essa é a nossa proposta que a produção seja comprada pela prefeitura, uma vez
que acaba tendo que trazer matéria prima de outras cidades.
As mudas serão adquiridas de diversas
universidades brasileiras que já trabalham com a pesquisa e produção de plantas
medicinais. São parceiras do projeto a
Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT,
o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso
IFMT, a Universidade de Cuiabá Unic, a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa,
Assistência e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso Empaer, Universidade
Federal do Oeste da Bahia- UFOBA e Universidade de Taubaté UNITAU.