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AGRICULTURA E SAÚDE

A Promotoria de Agricultura propõe parceria para produção de plantas medicinais

Kalynka Meirelles- Gabinete de Comunicação Social

01/11/13 às 17:58

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As mudas serão adquiridas de diversas universidades brasileiras | Ilustrativa

Um mercado ainda pouco explorado mas que pode ser muito rentável e se tornar uma boa alternativa de renda para os pequenos produtores de Rondonópolis é o de  plantas medicinais e fitoterápicos. A promotoria de Agricultura do município buscou parcerias para viabilizar o projeto. Segundo o Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais, o setor movimenta, em média, 500 milhões de dólares por ano.

Atento a esse mercado, pensando na qualidade de vida da população e em oferecer mais uma alternativa de renda para os pequenos produtores é que a Promotoria de Agricultura buscou parcerias para aproveitar esse nicho de mercado. Estamos viabilizando o projeto, o valor é de R$ 200 mil que serão investidos na compra dos equipamentos e inicialmente vamos trabalhar com dois engenheiros agrônomos para dar assistência e, a  medida que for aumentado o número de interessados, vamos disponibilizar mais profissionais, orientou Renato Mendes, Promotor de Agricultura.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura-  Unesco das 150 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão em terras brasileiras. Rondonópolis tem terras férteis, aqui não se tem geada e até quando falta chuva esse tipo problema pode ser resolvido com irrigação, temos um bom e rentável mercado a ser explorado, afirma Mendes.

O promotor de Agricultura explica que serão catalogadas 50 famílias para fazer parte do projeto e cada propriedade deve ter de dois a três canteiros, espaço suficiente para produzir muitas folhas, para uma quantidade grande de medicamentos.

A dipirona é um analgésico e antitérmico, considerado um dos medicamentos mais utilizados no Brasil, o nome científico é Achillea millefolium, uma planta de onde são retirados os princípios ativos para fabricação do medicamento, assim com o anador e a novalgina, plantas que podem ser cultivadas e aproveitadas pela farmácia de manipulação do município. Essa é a nossa proposta que a produção seja comprada pela prefeitura, uma vez que acaba tendo que trazer matéria prima de outras cidades.

As mudas serão adquiridas de diversas universidades brasileiras que já trabalham com a pesquisa e produção de plantas medicinais.  São parceiras do projeto a Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT,  o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso IFMT, a Universidade de Cuiabá Unic, a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso Empaer, Universidade Federal do Oeste da Bahia- UFOBA e Universidade de Taubaté UNITAU.

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