Fiscais sanitaristas da Divisão de Vigilância
Sanitária estão realizando vistoria em caminhões tanque que transportam óleo
vegetal degomado e em caminhões baú que transportam alimentos perecíveis,
cumprindo legislação do Ministério da Saúde para esse tipo de transporte.
Em conformidade com o MS, todos os caminhões que
transportam óleo vegetal degomado têm que portar a licença sanitária
correspondente, que o credencia para tal atividade. Os fiscais sanitaristas
explicam que a fiscalização se dá, em razão de que muitos desses veículos
transportam óleo diesel e posteriormente carregam óleo vegetal degomado (que
vai para o refino, em outros Estados). Para tanto, tem que haver uma
vaporização no caso do caminhão tanque - para que os resíduos do óleo diesel
sejam retirados e não contaminem o óleo comestível, assinalam os fiscais,
explicando que se constatada a contaminação, é aplicada multa a partir de R$ 3
mil. Verificada a irregularidade, o proprietário do veículo deve se dirigir a
uma graxaria, acompanhado de um fiscal e de policial, para que a vaporização
seja realizada. Caso o condutor afirme que já executou esse serviço, os fiscais
exigem a apresentação de nota fiscal correspondente. Havendo reincidência da
irregularidade, o tanque é apreendido.
Para que essa modalidade de transporte seja
efetuada, é exigida a identificação de TRANSPORTE DE ÓLEO VEGETAL pintada à
tinta nas laterais e na traseira do veículo em letras de 20 centímetros, bem
como se exige a retirada de todos os acessórios que caracterizam transporte de
óleo diesel, tais como placa do Inmetro, suportes (triângulo e seta). A seta,
é o dispositivo que mede a litragem do óleo diesel. No caso do óleo vegetal
degomado, a carga é por quilo, adiantam os fiscais sanitaristas, explicando
como se processa a vistoria.
No caso dos produtos perecíveis, também é feita a
vistoria da carroceria baú para que haja a constatação de segurança da carga.
Verificamos se não há transporte casado com produtos que possam contaminar os
alimentos, como corrosivos, ácidos e similares, frisa um dos fiscais. A
fiscalização é reforçada no período de março a setembro em caminhões que
transportam esses dois tipos de cargas, os quais têm que portar a licença
sanitária, provisória (por 90 dias) ou definitiva.