A
Vigilância Epidemiológica do Município atualizou os dados de síndrome
respiratória aguda grave em Rondonópolis em 2016. Agora são 29 notificações e
destas, três mortes pelo agravamento. O primeiro caso foi registrado em
fevereiro, 25 casos em março e mais três no mês de abril. Duas mulheres e um
homem morreram. Uma mulher de 62 anos morreu em março e no mesmo mês um homem
de 49 anos. Neste mês de abril, uma gestante de 25 anos também morreu.
Hoje, dos 29 casos notificados, três pessoas continuam
internadas. Um menino de três anos está internado em Cáceres com previsão de
alta médica para a próxima sexta-feira (15). Um adolescente de 16 anos está
internado na Unidade de Terapia Intensiva UTI da Santa Casa de Misericórdia e
Maternidade de Rondonópolis e um homem de 26 anos na UTI do Hospital Regional
de Rondonópolis.
A última morte foi a da gestante de 25 anos, que estava
internada na Santa Casa. A mulher estava com o acompanhamento de pré-natal em
dia, havia feito ultrassom e tanto o bebê como a mãe estavam bem. O
acompanhamento do pré-natal estava em andamento no Posto de Saúde Grande
Conquista.
Dos 29 casos de síndrome respiratória aguda grave notificados,
26 pacientes tiveram exames coletados e enviados para análise em laboratório de
referência nacional para verificar a causa da síndrome. O exame inclui a
análise para o acometimento pela H1N1. Até o momento, nenhum resultado de exame
chegou a Rondonópolis. As mortes também continuam sendo investigadas. Somente
três pacientes não tiveram amostras coletadas para exames em função das
condições que apresentavam e que não permitiam a coleta do material necessário
para o exame.
Segundo o coordenador do Departamento de Saúde Coletiva, Edgar
Prates, a atual gestão foca no interesse à saúde pública, capacitando a equipe,
que é preparada para atuar com transparência na identificação e divulgação dos
dados pertinentes aos agravos epidemiológicos. Trabalhamos na busca ativa de casos,
investigação e diagnóstico para dar respostas para os pacientes e familiares.
Também temos o compromisso de informar com transparência a sociedade, explica
Edgar.
Os pacientes com síndrome respiratória aguda grave são
acompanhados por infectologista, tanto no Pronto Atendimento PA, que é a
porta de entrada de urgência e emergência dos pacientes, como no Hospital
Regional e Santa Casa.
Cuidados
Os cidadãos devem utilizar álcool em gel nas mãos, além de
lavá-las com frequência e evitar aglomerações de pessoas como medidas de
prevenção contra a gripe. E, em caso de gripe com febre alta e dificuldades
para respirar o médico deve ser procurado com urgência.