Colaborar com apoio técnico para que a Unidade 2
da Casa da Esperança, localizada na MT 270 saída para Guiratinga - possa
obter habilitação para abrigar também uma comunidade terapêutica. Esta foi a
tônica da reunião entre a secretária Municipal de Saúde Marildes Ferreira, a
coordenadora do Departamento de Ações Programáticas, Eliane Messias Ormund, a
Promotora de Justiça Joana Maria Bortoni Ninis, a coordenadora da Casa da
Esperança, Abadia Rosa Miranda, e os vereadores Manoel da Silva Neto (PMDB),
Reginaldo de Souza Santos (PPS) e Jaílton do Pesque Pague (PDT), realizada no
Gabinete da Secretária.
Durante sua explanação a Promotora de Justiça
ressaltou a necessidade de que Rondonópolis implante uma unidade do gênero, em
razão dos constantes processos de internação de dependentes químicos, em
clínicas fora do Estado, que têm passado por seu Gabinete. Daremos todo apoio
para que esse projeto se torne realidade, possibilitando também aos dependentes
químicos acolhidos ficar próximo de suas famílias, o que irá auxilia na sua
recuperação.
Marildes Ferreira disse que a coordenação do
Programa de Saúde Mental da SMS dará apoio técnico para que a unidade
terapêutica possa elaborar o processo de habilitação, a ser protocolado no
Ministério da Saúde. As questões burocráticas vão ser encaminhadas pela
direção da Casa da Esperança, à Coordenadoria Estadual de política sobre Drogas
(Coesd). A nossa Secretaria dará orientações técnicas nesse sentido, porque é
de interesse da comunidade de Rondonópolis a implantação de mais um ponto de
tratamento para os dependentes químicos.
Em janeiro deste ano, o prefeito Percival Muniz recebeu em seu Gabinete os coordenadores do Projeto casa da Esperança, quando elogiou a implantação da Unidade 2 da entidade, afirmando na ocasião que uma unidade de tratamento químico, é uma grande saída para o problema do uso de drogas legais e ilegais, que se tornou um dos grandes desafios da sociedade moderna.
Comunidades Terapêuticas são Instituições privadas, sem fins lucrativos e financiadas, em parte, pelo poder público. Oferecem gratuitamente acolhimento para pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de drogas. São instituições abertas, de adesão exclusivamente voluntária, voltadas a pessoas que desejam e necessitam de um espaço protegido, em ambiente residencial, para auxiliar na recuperação da dependência à droga. O tempo de acolhimento pode durar até 12 meses. Durante esse período, os residentes devem manter seu tratamento na rede de atenção psicossocial e demais serviços de saúde que se façam necessários.
Nova reunião deverá acontecer em janeiro entre as partes envolvidas, para que o projeto de habilitação possa ser analisado e encaminhado ao Coesd.