Presidente do comitê estratégico do Plano de Desenvolvimento Integrado PDI, o prefeito Percival Muniz solicitou a todos os secretários do Município que apresentassem em formato digital todas as metas de suas pastas e os planos de ações a serem cumpridos para alcançá-las. Cumprida toda a documentação, o Executivo de Rondonópolis adere um modelo inédito em sua história de gestão focada em resultado.
A Secretaria de Planejamento e a unidade central de controle interno vão monitorar a relação entre o que foi proposto pelos secretários e o que virou realidade. Tudo será acompanhado por meio de um software chamado GPE (Gestão do Planejamento Estratégico) que apresentará gráficos a serem avaliados em reuniões periódicas (trimestrais). Nestes encontros, entre prefeito e secretários, serão apresentados os resultados. O que deu certo, ótimo, quanto ao restante o sistema nos dará um aviso de não conformidade e então serão reavaliadas e replanejadas as ações, explicou Marcos Constantino, auditor geral do município.
Em recente reunião no Paço Municipal, Constantino observou que a necessidade de exposição dos trabalhos pelos secretários aos outros chefes de departamento e ao próprio prefeito fez com que os objetivos estratégicos da gestão ficassem bastante unificados. Houve um alinhamento muito importante, que vai permitir inclusive uma integração das forças, vislumbrou.
Todas metas dos secretários virarão livretos e serão repassadas ao Tribunal de Contas do Estado e às entidades representativas da sociedade civil, como, por exemplo, os Conselhos. Os objetivos não mudaram, eles continuarão estáticos e os secretários serão cobrados por eles. O que é contínua e mutável é a avaliação do plano de ações, frisou Constantino.
O auditor do município explica que o software é um aliado cedido de graça pelo TCE que vai possibilitar uma organização fundamental dentro do Executivo, independentemente do confronto de gestão. Temos anualmente as metas de curto prazo apresentada pelos secretários para serem buscadas e as de médio, até 2017. Este monitoramento foi nos fornecido pelo TCE, com capacitação e software tudo gratuitamente. Se um prefeito decidisse contratar uma empresa para fazer este serviço isto significaria onerar consideravelmente o Município, salientou.