O trabalho de prevenção de alagamentos e enchentes, atendimento emergencial às vítimas e de reconstrução do lar e da estrutura familiar dos atingidos, deve ser desenvolvido com mais capacidade e eficiência, a partir de agora. Essa é a expectativa do coordenador de Proteção e Defesa Civil de Rondonópolis, Erimar Bezerra, que participou do Curso de Capacitação e Preparação para o Período de Chuva oferecido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil - Sedec, no período de 9 a 14 de julho, na capital do Estado.
O assessor operacional de Planejamento do Município, José Delgado, também participou do curso ministrado por palestrantes da Sedec, da Defesa Civil Estadual e do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. As principais lições foram sobre as formas ideais para conseguir reduzir riscos e minimizar os impactos. A meta é qualificar os gestores para saberem preservar vidas e evitar prejuízos materiais e econômicos nas situações de desastres naturais.
Erimar Bezerra conta que conquistou conhecimento para saber definir estratégias de atuação que resultem na redução sistemática das vulnerabilidades da comunidade diante dos riscos. O curso incluiu ainda uma operação simulada de combate a enchentes no Córrego do Machado, na Cohab São Gonçalo, em Cuiabá.
Outra lição foi sobre a importância da Defesa Civil ajudar na proteção do meio ambiente com a conscientização da população de que é necessário zelar pelas Áreas de Preservação Permanente APPs. Entre as sugestões apresentadas está a de distribuição de material educativo e palestras nas escolas.
Estrutura de defesa
A qualificação oferecida pela Sedec serviu de espaço ainda para a discussão sobre a estrutura funcional das Coordenadorias de Defesa Civil nos Municípios. Uma proposta defendida foi a de realização de concurso para pelo menos um membro do setor. O interesse é assegurar a continuidade do trabalho, com a preservação de arquivos e materiais nos processos de troca de gestão.
Erimar defende que o concursado pode ser para um cargo subordinado à coordenação. Com o crescimento da população, o município precisa de uma Defesa Civil forte e bem estruturada para atender a demanda da área, avalia. A inclusão do termo proteção na nomenclatura das coordenadorias municipais foi definida durante o curso que contemplou gestores das diversas cidades mato-grossenses. Agora ficou claro que a nossa função é proteger a população em situações de emergência, observa Erimar.