Chegou na manhã desta sexta-feira (9), com cinco dias de atraso, a segunda e última remessa de doses de vacinas contra a Influenza A H1N1 para imunizar os grupos prioritários de Rondonópolis. Um problema administrativo por parte do Governo do Estado impediu a chegada de 22.780 doses para completar o público alvo de 46 mil pessoas, estimado pelo Ministério da Saúde para Rondonópolis. Nesta semana, vários cidadãos se depararam com unidades de ESFs sem estoque de vacinas em plena campanha, o que deve ser totalmente resolvido até a próxima segunda-feira (12).
A técnica responsável pela imunização local, a enfermeira Noeny Pereira de Souza garantiu que os seis centros de saúde da cidade estarão plenamente abastecidos de vacinas ainda hoje (9), mas explica que talvez não exista tempo hábil para garantir o mesmo até o fim da tarde para as 33 unidades da Atenção Básica dispostas nos bairros.
Nossa equipe já está distribuindo o material e vamos focar nos Centros de Saúde primeiro, abastecendo o do Conjunto São José, a Policlínica, o da Cohab Velha, o do São Francisco, Nossa Senhora do Amparo e do jardim Guanabara. Após isto, faremos o que for possível, atendendo os ESFs tradicionalmente mais movimentados e estratégicos regionalmente. Mas tudo estará normalizado até segunda (12), ressaltou Noeny.
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (8), em virtude de ainda não ter alcançado as metas estipuladas, que a campanha de vacinação contra a H1N1 será prorrogada até dia 30 de maio e não mais até esta sexta-feira como estava previsto inicialmente. Desta maneira, segue o atendimento aos grupos prioritários.
Temos ainda apenas pouco mais de 40% da nossa meta atingida e um déficit muito grande no público infantil, de crianças de 0 a 5 anos, e nos idosos, acima de 60 anos. Como estas duas faixas etárias são na maioria dependentes, pedimos às pessoas responsáveis que os levem até as unidades. Enquanto não atingirmos o mínimo de 80% de cobertura em cada grupo prioritário não podemos diminuir o ritmo. Nossos enfermeiros estão trabalhando na busca ativa, visitando residências, mas não vamos conseguir fazer tudo, precisamos da contribuição popular, pediu.
Idosos e crianças se juntam a gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), indígenas e pacientes crônicos - indivíduos portadores de uma ou mais patologias que levam à necessidade de acompanhamento médico prolongado como diabetes, mal de Alzheimer; mal de Parkinson; Acidente Vascular Cerebral, doenças autoimunes como a Aids, entre outras. Só após atender este público é que a campanha vai se expandir para o resto da população.
As unidades de atenção básica funcionam das 7 às 17 horas de segunda à sexta-feira.