O aumento nos números
de pessoas notificadas por agressão causada por cães e gatos, tem preocupado as
divisões de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Municipal de
Saúde. O alerta é para as pessoas que não completam o esquema vacinal, sendo
essa recomendação, a única forma de evitar a raiva, uma doença que não tem
cura.
A Vigilância
Epidemiológica junto com a Atenção Básica, preocupa-se em dar suporte para as
pessoas agredidas no esquema do tratamento (vacina e soro) antirrábico,
conforme prescrição médica e, alerta
sobre a necessidade das pessoas que foram mordidas por cães ou gatos,
para realizarem e completarem o esquema de tratamento preventivo por completo,
independente se o animal agressor tiver sido vacinado.
Essa é a garantia de que a pessoa não ficará
doente, muitas tomam a primeira vacina e param o tratamento, isso não é
recomendado, outras nem começam o tratamento têm medo de sentir dores, sendo
que atualmente é um procedimento é simples, explica Edgar Prates, biólogo do
Centro de Controle de Zoonoses.
Os dados
epidemiológicos revelam que existem pessoas agredidas várias vezes em menos de
um ano e, que a grande parte das agressões, cerca de 50%, ocorreu em crianças
abaixo de 10 anos de idade e que cerca de 70% ocorre em ambiente doméstico. As
notificações são repassadas para a Vigilância Ambiental/zoonoses, que através
dos médicos veterinários entram em contato, fazem a investigação e observação
do animal agressor.
A recomendação é o
acompanhamento e observação do animal no próprio ambiente doméstico, sem mudar
a rotina do animal ofertando água e alimento normalmente, por um período de 10
dias. Em certas situações o animal é observado no canil do Centro de Controle
de Zoonoses.
Os veterinários do
CCZ afirmam que é importante a posse responsável, sendo a vacinação antirrábica
do animal, com registro em cartão apropriado, um compromisso e obrigação do
proprietário, grande parte dos animais agressores são vacinados, a frequência
maior de não vacinados é em filhotes.
A maioria das
agressões acontece no momento em que o animal está se alimentado, ou quando as
fêmeas estão com filhotes. A vacinação
antirrábica é recomendada a partir do
quarto mês de vida do animal e pode ser feita gratuitamente no Centro de
Controle de Zoonoses ou, em clínica veterinária com ônus ao proprietário.
A preocupação maior por parte não só da Secretaria Municipal de Saúde, mas também de órgãos de proteção, é o abandono de animais que aumentou significativamente nos últimos anos, com o surgimento da leishmaniose. Muitas pessoas associam a doença com o animal e não com o mosquito vetor e acabam se desfazendo de seu animal sem o exame comprobatório; abandonados, assustados, com fome passam a oferecer riscos à saúde pública, afirma Edgar Prates.